Novo aposta em estratégia de confronto e registra onda de novas filiações
Após questionar judicialmente o resultado das eleições, partido Novo afirma ter atraído mais de 2 mil novos membros em apenas um dia.

Foto: Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo - Eduardo Knapp - 18.ago.25/Folhapress · Original e licença
O partido Novo anunciou, na noite deste sábado (31), um crescimento repentino em seus quadros, contabilizando 2,2 mil novas filiações em um intervalo de 24 horas. A legenda atribui o movimento à repercussão de sua decisão de não reconhecer publicamente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, o posicionamento reflete a estratégia do partido de manter o embate jurídico contra a chapa vencedora. Atualmente, o Novo conduz três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas quais solicita a cassação dos mandatos de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Embora adote uma postura de contestação, a cúpula do partido ressalta que não coloca em xeque a integridade das urnas eletrônicas. O argumento central da legenda é que o processo eleitoral teria sido comprometido pelo suposto uso da máquina pública para beneficiar a candidatura à reeleição. Ribeiro declarou que o partido busca questionar os meios utilizados para chegar ao resultado.
As ações movidas pela legenda seguem em tramitação no TSE, onde aguardam análise sobre as alegações de uso indevido da estrutura estatal e de recursos públicos durante o pleito.
Em resumo
- O Novo registrou 2,2 mil novos filiados em 24 horas após contestar o resultado das eleições.
- O partido move três ações no TSE pedindo a cassação da chapa Lula-Alckmin.
- A legenda alega uso da máquina pública, mas afirma não questionar a legitimidade das urnas.
Fonte: Folha de S.Paulo

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