Oposição denuncia sumiço de registros sobre impeachment de Ricardo Nunes na Câmara de SP
Vereadores apontam falta de transparência após registros da primeira reunião da comissão que analisa o afastamento do prefeito desaparecerem dos canais oficiais.

Foto: Prefeito Ricardo Nunes enfrenta pedido de impeachment na Câmara Municipal de São Paulo, enquanto vereadores da oposição questionam a transparência dos trabalhos da comissão responsável pela análise da denúncia Crédito: Divulgação/Câmara SP · Original e licença
A condução do processo de impeachment contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), na Câmara Municipal, enfrenta questionamentos sobre transparência. Parlamentares da oposição denunciam que os registros da primeira reunião da comissão especial responsável pela análise do pedido foram retirados dos canais oficiais da Casa, levantando suspeitas sobre a publicidade do rito.
Segundo apuração do jornalista Vinicius Passarelli, do Metrópoles, a reunião realizada na última quinta-feira (29) não recebeu o tratamento institucional padrão, ao contrário de outras atividades legislativas do mesmo dia. O vereador Hélio Rodrigues (PT), membro do colegiado, afirmou que fotos foram removidas do Flickr e a transmissão em vídeo tornou-se inacessível no YouTube.
A comissão é composta por sete vereadores, sendo cinco ligados à base governista, o que confere ampla vantagem ao prefeito. O grupo é presidido por Rubinho Nunes (União Brasil), com Major Palumbo (PP) na relatoria. A expectativa é que o relator recomende a rejeição da admissibilidade, o que levaria ao arquivamento imediato do processo.
O pedido de impeachment, protocolado pelo PSol, baseia-se em duas denúncias principais: o suposto descumprimento de ordem judicial para manter 100% da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições e a acusação de que servidores comissionados teriam sido convocados para atuar na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Em resumo
- Oposição aponta desaparecimento de registros oficiais da comissão de impeachment.
- Base governista detém maioria no colegiado, o que pode barrar o processo precocemente.
- Denúncia envolve falhas na frota de ônibus e uso de servidores em campanha eleitoral.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.