Trump autoriza permanência de Flávio Bolsonaro nos EUA, mas evita encontro pessoal
O presidente Donald Trump confirmou que permitiu a entrada de Flávio Bolsonaro no país, enquanto o Congresso americano exige explicações sobre a operação.

Foto: Flávio Bolsonaro com Donald Trump na Casa Branca - Foto: Divulgação/ Casa Branca · Original e licença
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (31) que não possui planos de se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que se encontra em território norte-americano após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. Apesar de descartar o encontro, Trump defendeu a permanência do parlamentar no país, afirmando que ele "pode ficar aqui o tempo que quiser".
As declarações foram feitas em Mar-a-Lago, na Flórida, três dias após a chegada de Flávio aos EUA. O senador deixou o Brasil na última quarta-feira (28), passando pela Argentina e pelo Equador antes de desembarcar em Miami. Durante a fala, Trump voltou a questionar a legitimidade das eleições brasileiras, alegando, sem apresentar provas, que o pleito foi um "grande constrangimento".
O secretário de Estado, Marco Rubio, esclareceu que o governo dos EUA não participou da logística de saída do senador do Brasil, mas confirmou que Trump autorizou pessoalmente a entrada do brasileiro por meio de uma autorização migratória especial, conhecida como parole. Relatos dos jornais The New York Times e The Wall Street Journal apontam que Jason Miller, conselheiro de Trump, teria auxiliado na articulação do transporte aéreo utilizado por Flávio, embora Miller não tenha se manifestado publicamente sobre o caso.
A situação gerou uma reação imediata no Legislativo americano. Um grupo de 25 deputados democratas enviou um pedido formal de explicações ao Departamento de Estado. Os parlamentares buscam entender os detalhes da concessão do parole e se houve uso de recursos diplomáticos para facilitar a entrada de um investigado pela Justiça brasileira.
Em resumo
- Donald Trump autorizou pessoalmente a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, mas negou planos de encontro.
- O governo americano nega ter organizado a fuga, mas confirma o uso de autorização migratória especial.
- 25 deputados democratas exigem esclarecimentos sobre o papel da Casa Branca na operação.
Fonte: Revista Fórum

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