Política · Economia

Lula recebe economista André Lara Resende para discutir política de juros

O presidente Lula se reúne com o economista André Lara Resende em Brasília para debater os impactos da taxa Selic no endividamento público e na economia nacional.

Foto: André Lara Resende Crédito: Unicamp/Divulgação · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um encontro agendado para esta semana, no Palácio do Planalto, com o economista André Lara Resende, um dos formuladores dos planos Cruzado e Real. A informação, divulgada pelo jornal O Globo, coloca em pauta o debate sobre a condução da política monetária brasileira e o papel do Banco Central no cenário econômico atual.

Lara Resende tem sido uma voz crítica contundente em relação à manutenção de taxas de juros elevadas. Em artigo recente, o economista argumentou que a Selic é o verdadeiro motor do desequilíbrio fiscal do país, contestando a narrativa de que o problema das contas públicas reside exclusivamente nos gastos primários. Segundo ele, o custo da dívida bruta, que atinge R$ 10,9 trilhões, impõe um peso insustentável ao orçamento nacional.

Para o especialista, a política de juros atual inibe investimentos produtivos, encarece o crédito para famílias e empresas e aprofunda a desigualdade social. Entre suas propostas para reverter esse quadro, destaca-se a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que estabeleceria diretrizes de longo prazo, além de um corte gradual da taxa básica de juros para o patamar de 7,5% ao ano.

Em suas críticas, Lara Resende aponta que a insistência em modelos tradicionais ignora a realidade da estrutura da dívida brasileira. O economista defende que a redução dos juros, aliada ao uso estratégico das reservas internacionais, poderia aliviar o peso fiscal sem gerar pressões inflacionárias imediatas.

Em resumo

  • O presidente Lula se reúne com o economista André Lara Resende para discutir a política econômica.
  • Lara Resende defende que a taxa Selic é a principal causa do desequilíbrio fiscal brasileiro.
  • O economista propõe a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para fixar diretrizes de longo prazo.
  • A dívida bruta do país alcançou R$ 10,9 trilhões, o que representa 82,5% do PIB.

Fonte: Brasil 247

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