Política · Justiça

Gilmar Mendes cobra neutralidade de Kassio Nunes Marques após eleições de 2026

Decano do STF critica a atuação do presidente do TSE, sugerindo que silêncios e hesitações na condução do pleito comprometeram a neutralidade esperada.

Foto: O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) - Rosinei Coutinho - 15.set.2026/STF · Original e licença

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (2) para tecer duras críticas à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito de 2026. Embora não tenha mencionado nomes diretamente, o recado foi endereçado ao presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques.

Para o decano, a postura de quem preside o órgão responsável pelas eleições deve ser de um "árbitro equidistante", conforme pressupõe a Constituição. Mendes ressaltou que a integridade do processo eleitoral foi mantida graças à atuação do colegiado do TSE, e não por uma condução individual exemplar.

O ministro enfatizou que a neutralidade é fundamental para evitar instabilidades institucionais. Segundo ele, "silêncios e hesitações não são neutros" e podem acabar servindo de pretexto para ataques ao sistema eleitoral, além de forçar outras instâncias a intervir em questões que deveriam ter sido solucionadas na origem.

O contexto da crítica remete a episódios ocorridos durante a votação, quando o ministro Cristiano Zanin, do STF, precisou intervir para estender o horário de votação em duas horas, atendendo a pedidos das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, Nunes Marques manteve-se em silêncio, o que gerou ruídos e abriu margem para questionamentos infundados por parte de setores bolsonaristas sobre a lisura do pleito.

Em resumo

  • Gilmar Mendes criticou a postura de Kassio Nunes Marques na presidência do TSE durante as eleições de 2026.
  • O decano do STF defendeu que o presidente do tribunal deve agir com equidistância constitucional.
  • A crítica surge após a necessidade de intervenção do ministro Cristiano Zanin para estender o horário de votação, diante da omissão de Nunes Marques.

Fonte: Folha de S.Paulo

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