Política · Justiça

Gilmar Mendes dispara contra gestão de Nunes Marques no TSE após eleições

Decano do STF critica silêncios e hesitações na presidência do Tribunal Superior Eleitoral durante o pleito de 2026.

Foto: Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes - Fotos: Luiz Silveira / STF · Original e licença

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais na noite desta segunda-feira (2) para tecer críticas contundentes à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026. Sem citar nominalmente o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, o magistrado enfatizou que a neutralidade não pode ser confundida com omissão.

Em sua publicação, Gilmar destacou que, embora o colegiado do TSE tenha garantido a integridade do processo democrático, a postura de quem comanda o órgão é determinante. Segundo o ministro, a omissão ou a demora em decisões cruciais pode gerar insegurança jurídica e servir de munição para ataques ao sistema eleitoral. Ele afirmou que silêncios e hesitações não são neutros.

A manifestação ocorre em um contexto de desgaste institucional observado no segundo turno, realizado em 25 de outubro. Na ocasião, diante de dificuldades logísticas e climáticas, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) solicitaram a extensão do horário de votação. Diante da demora do TSE em deliberar, o ministro Cristiano Zanin, do STF, atendeu ao pedido, gerando um impasse operacional que forçou o tribunal eleitoral a ajustar o encerramento do pleito às pressas.

Anteriormente, em nota divulgada no dia 28 de outubro, Nunes Marques defendeu a condução do processo, classificando a eleição como um evento que transcorreu com normalidade e respeito aos ditames legais, apesar de reconhecer instabilidades na reta final da votação.

Em resumo

  • Gilmar Mendes cobrou postura de árbitro equidistante da presidência do TSE.
  • O ministro criticou a hesitação do tribunal em resolver impasses durante o segundo turno.
  • A intervenção do STF, via ministro Cristiano Zanin, foi necessária para estender o horário de votação após pedidos das campanhas.

Fonte: Revista Fórum

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