Copom define rumos da Selic em reunião marcada por incertezas econômicas
O Banco Central avalia nesta quarta-feira o novo patamar dos juros básicos, sob pressão de indicadores inflacionários e com o colegiado operando com cadeiras vazias.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta quarta-feira (4) o encontro que determinará o novo patamar da Taxa Selic. A expectativa predominante entre as instituições financeiras, conforme registrado no boletim Focus, aponta para um ajuste de 13,75% para 13,5% ao ano. Caso confirmado, este será o sexto corte consecutivo na taxa básica de juros.
A decisão ocorre em um ambiente de instabilidade cambial e preocupações com a trajetória dos preços. Embora a prévia da inflação oficial, o IPCA-15, tenha registrado 0,32% em outubro, o índice acumulado nos últimos doze meses alcançou 4,62%. Esse patamar supera o limite superior da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.
Analistas apontam que fatores como a valorização do dólar, a pressão dos preços do petróleo e os efeitos climáticos do El Niño sobre o custo dos alimentos compõem o cenário de cautela. Além dos desafios macroeconômicos, o colegiado do Banco Central enfrenta uma limitação administrativa: a ausência de dois diretores. Os mandatos de Renato Gomes e Diego Guillen encerraram-se no final de 2025 e, até o momento, o governo não formalizou as indicações de substitutos junto ao Congresso Nacional.
Em resumo: - O mercado financeiro projeta uma redução da Selic para 13,5% ao ano. - A inflação acumulada de 12 meses, em 4,62%, encontra-se acima do teto da meta de 4,5%. - O Copom delibera com duas vacâncias na diretoria, aguardando nomeações do Poder Executivo.
Fonte: ICL Notícias

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