Trump admite impacto eleitoral de guerra contra o Irã, mas mantém postura belicista
Presidente dos EUA reconhece que conflito no Oriente Médio custou maioria republicana no Congresso, mas defende decisão por questões nucleares.

Foto: Presidente dos EUA, Donald Trump 31/03/2026 Crédito: REUTERS/Evan Vucci · Original e licença
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quarta-feira (4) que a ofensiva militar contra o Irã foi um fator determinante para a derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato. Segundo o mandatário, o conflito gerou uma alta imediata nos preços dos combustíveis, o que acabou por desgastar sua base política junto ao eleitorado.
Apesar do revés eleitoral, que resultou na conquista da maioria democrata tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, Trump defendeu a legitimidade da intervenção. Em declarações repercutidas pelo portal Metrópoles, o presidente sustentou que a ação era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armamento nuclear, afirmando que, se fosse preciso, "faria novamente".
Com a nova configuração do Legislativo, o governo republicano enfrenta agora um cenário de maior resistência. A oposição democrata passa a deter o controle das duas casas, o que deve impor obstáculos significativos à agenda da Casa Branca e forçar uma dinâmica de negociação constante entre os poderes.
Sobre a convivência com a nova maioria, Trump sinalizou abertura para o diálogo, mas não descartou o uso de prerrogativas presidenciais para barrar pautas contrárias aos seus interesses. O presidente afirmou que pretende manter uma relação funcional com os democratas, desde que não adotem uma postura destrutiva, e reforçou que o poder de veto continua sendo uma ferramenta à sua disposição.
Em resumo
- Trump reconhece que a guerra contra o Irã prejudicou o desempenho republicano nas eleições.
- O aumento no preço dos combustíveis foi apontado como o principal fator de desgaste eleitoral.
- Democratas assumem o controle da Câmara e do Senado, alterando a correlação de forças em Washington.
- O presidente defende a ofensiva militar como medida preventiva contra o programa nuclear iraniano.
Fonte: Brasil 247

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