Expectativa frustrada: Trump ignora pedidos de aliados de Flávio Bolsonaro
Aliados do senador Flávio Bolsonaro esperavam apoio político e sanções contra ministros do STF por parte de Donald Trump, mas foram ignorados pelo presidente estadunidense.

Foto: Donald Trump. Foto: Reprodução · Original e licença
A estadia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos não tem gerado o respaldo político que seu entorno esperava. Segundo informações divulgadas pela jornalista Edilene Lopes, da CNN Brasil, aliados do parlamentar estão frustrados com a postura de Donald Trump, que evitou adotar medidas de retaliação contra o Judiciário brasileiro ou conceder asilo político formal ao senador.
O grupo próximo a Flávio Bolsonaro articulava a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de perseguição política. Entre os argumentos utilizados pelos aliados, estava a retenção do passaporte do senador. Houve ainda tentativas de incluir o ministro Cristiano Zanin na lista de sanções, devido à prorrogação do horário de votação nas eleições, uma medida que, ironicamente, foi solicitada pelo próprio PL na época.
Apesar de Trump ter afirmado que o senador pode permanecer no país pelo tempo que desejar, não houve qualquer reconhecimento oficial de asilo. Além disso, o presidente americano descartou um encontro com Flávio e enfatizou a manutenção de uma boa relação com o presidente Lula (PT).
A falta de engajamento de Washington ocorre em um momento em que a agenda de Trump está voltada para as eleições de meio de mandato (midterms), realizadas nesta terça-feira (3). Com o foco total na economia e na composição do Congresso americano, as demandas do senador brasileiro acabaram ficando em segundo plano.
Em resumo
- Aliados de Flávio Bolsonaro esperavam sanções americanas contra ministros do STF, mas não foram atendidos.
- Donald Trump não concedeu asilo político formal e descartou qualquer encontro com o senador.
- O presidente dos EUA reafirmou manter uma boa relação com o governo Lula.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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