Guerra jurídica no Rio: Douglas Ruas e Eduardo Paes trocam acusações na Justiça Eleitoral
Governador eleito e ex-prefeito travam batalha judicial com pedidos de cassação e inelegibilidade após disputa pelo Palácio Guanabara.

Foto: O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, e o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), candidatos ao Governo do Rio de Janeiro - Divulgação · Original e licença
A disputa pelo Palácio Guanabara ganhou contornos de uma intensa batalha jurídica nesta semana. O governador eleito Douglas Ruas (PL) e o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) protocolaram uma série de ações na Justiça Eleitoral, trocando acusações graves que incluem abuso de poder político e econômico, além de suposta compra de votos.
As movimentações, iniciadas entre domingo (1º) e esta quarta-feira (4), buscam a inelegibilidade de ambos por oito anos. No caso das ações movidas contra Ruas, os advogados de Paes também solicitam a cassação do diploma ou do mandato do governador eleito. Segundo apuração da Folha, os envolvidos não comentaram as denúncias.
O PL, partido de Ruas, acusa Paes de manter um site ilegal hospedado nos Estados Unidos para propagar ataques, além de apontar suposto assédio a servidores da Secretaria Municipal de Educação para fins eleitorais. O partido também tenta bloquear o canal "Exército do Dudu", utilizado pelo PSD para mobilizar apoio à tese de um segundo turno.
Por outro lado, Paes sustenta que houve um esquema de compra de votos em favor de Ruas, citando registros policiais e relatos em redes sociais. O ex-prefeito também contesta a distribuição de panfletos que o associavam a pautas contrárias a valores cristãos ou a outros partidos, classificando a estratégia como um "golpe de malandrinho".
Paralelamente, o PSD mantém uma ofensiva no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter o resultado do pleito. O partido questiona a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). A medida elevou o percentual de votos válidos de Ruas de 49,27% para 50,88%, garantindo sua vitória ainda no primeiro turno.
Em resumo
- Douglas Ruas e Eduardo Paes pedem a inelegibilidade um do outro na Justiça Eleitoral.
- As acusações envolvem abuso de poder, compra de votos e uso indevido de meios de comunicação.
- O PSD questiona no STF a anulação dos votos de Garotinho, que definiu a vitória de Ruas em primeiro turno.
Fonte: Folha de S.Paulo

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