Justiça

GDF quer R$ 2,2 bilhões de pai de ex-banqueiro para cobrir rombo no BRB

O governo distrital acionou o STF para que valores bloqueados de Henrique Vorcaro sejam destinados ao Banco de Brasília, alegando que a instituição foi vítima de um esquema criminoso.

Foto: Daniel Vorcaro (dir.) e Paulo Henrique Costa (esq.) estão no centro da investigação sobre operações bilionárias entre Banco Master e BRB; mensagens revelam críticas de executivos do banco público à condução dos negócios Crédito: Reprodução/TV Globo | Divulgação · Original e licença

O Governo do Distrito Federal entrou com uma petição no Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, dia 5, buscando a transferência imediata de mais de R$ 2,2 bilhões para o Banco de Brasília. O montante, que está sob bloqueio judicial, pertence a Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal enviou o pedido ao ministro Edson Fachin, argumentando que o banco público e o próprio governo distrital devem ser tratados como vítimas no processo. A intenção é que o dinheiro, retido em uma conta na CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, seja utilizado para reparar prejuízos causados por supostas irregularidades financeiras.

Esses recursos foram alvo de uma medida cautelar durante a etapa da Operação Compliance Zero realizada pela Polícia Federal em 14 de janeiro de 2026. A Procuradoria sustenta que, embora Henrique Vorcaro não tivesse cargo oficial no Banco Master, ele teria participado ativamente da estrutura criminosa que teria lesado o BRB.

O governo local defende que as ilicitudes, que envolvem questões penais e administrativas, foram planejadas de forma organizada para prejudicar o banco estatal. Com a solicitação, o GDF tenta garantir que o valor não fique apenas parado na justiça, mas sirva para recompor o patrimônio da instituição financeira pública.

Em resumo: - O GDF solicitou ao STF a transferência de R$ 2,245 bilhões de Henrique Vorcaro para o BRB. - O montante foi apreendido em janeiro de 2026, durante a segunda etapa da Operação Compliance Zero. - O governo distrital busca ser reconhecido como vítima para obter o ressarcimento dos danos.

Fonte: Brasil 247

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