Marinho busca apoio popular em caravana pelo país para tentar comando do Senado
O senador Rogério Marinho planeja percorrer estados para mobilizar a base bolsonarista e pressionar parlamentares de direita a votarem contra Davi Alcolumbre na sucessão da presidência do Senado.

Foto: O senador Rogério Marinho recebeu apoio da bancada do PL para se candidatar à presidência do Senado - Gabriela Bilo -4.nov.26/Folhapress · Original e licença
O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, deu início a uma estratégia de mobilização nacional para tentar viabilizar sua eleição à presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027. O parlamentar pretende visitar diversos estados com o intuito de engajar a base bolsonarista e pressionar senadores de partidos de direita e centro-direita a não apoiarem a candidatura de Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá.
A movimentação ocorre em um cenário onde o grupo de Marinho calcula possuir 38 votos garantidos, precisando chegar a 41 para assegurar a vitória. A aposta é que a pressão de eleitores, especialmente aqueles que defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, possa inibir possíveis adesões de parlamentares da oposição ao projeto de Alcolumbre. O plano inclui encontros com lideranças regionais e entrevistas à imprensa local, com a possibilidade de atos públicos em etapas futuras da campanha.
Para fortalecer a unidade do campo conservador, Marinho articula a indicação do senador Efraim Filho, do PL da Paraíba, para coordenar sua campanha. Efraim, que possui histórico de proximidade com Alcolumbre, declarou que, apesar de sua trajetória anterior, pretende seguir a orientação da bancada do PL e apoiar a candidatura de Marinho.
Enquanto a oposição busca o apoio das ruas, Alcolumbre mantém uma tática baseada na articulação política tradicional dentro do Congresso. O candidato do União Brasil tem utilizado a oferta de cargos, relatorias de projetos estratégicos e funções legislativas para atrair apoios, inclusive entre parlamentares de partidos que compõem o espectro da direita. Um exemplo dessa estratégia foi a recente nomeação do senador Eduardo Gomes, do PL do Tocantins, para a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Para tentar ampliar seu alcance além da base bolsonarista, Marinho prepara um documento programático que será divulgado em breve. A intenção é apresentar uma postura de defesa da independência do Legislativo, buscando suavizar a imagem de oposição radical e atrair votos de senadores do centro que ainda não definiram seu posicionamento. O sigilo do voto, contudo, permanece como um elemento de incerteza que favorece as negociações de bastidores e a volatilidade das escolhas individuais.
Em resumo: - Rogério Marinho planeja viagens estaduais para mobilizar a base bolsonarista e pressionar senadores de direita contra Davi Alcolumbre. - A estratégia visa conquistar os três votos que faltam para atingir a maioria necessária de 41 parlamentares. - Davi Alcolumbre utiliza a distribuição de cargos e relatorias, como a da LDO, para consolidar apoio entre partidos de oposição. - O voto secreto no Senado é visto como um fator que estimula negociações de bastidores e traições partidárias.
Fonte: Folha de S.Paulo

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