Brasil

Varejo brasileiro amarga 16 meses de queda e setor de serviços sofre baque

O varejo nacional registrou queda real de 3,9% em setembro, marcando o 16º mês consecutivo de retração, com destaque negativo para o setor de serviços.

Foto: Varejo recua 3,9% em setembro e registra 16 meses de queda real, diz ICVA • Foto: Reprodução/ Pixabay · Original e licença

O comércio brasileiro enfrenta um cenário de dificuldades persistentes. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta terça-feira (13), as vendas registraram uma queda real de 3,9% em setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado marca o 16º mês consecutivo de retração, consolidando um período prolongado de pressão sobre o consumo das famílias.

O desempenho de setembro foi o mais desfavorável para o mês desde 2020. A retração atingiu todos os macrossetores monitorados, com o segmento de serviços liderando as perdas, apresentando um recuo real de 9,0%. O setor foi fortemente impactado pelo desempenho negativo em turismo, transporte e pelo movimento em bares e restaurantes.

Os bens duráveis e semiduráveis também sofreram um impacto significativo, com queda de 7,3%, afetando áreas como eletrodomésticos, móveis e vestuário. Já os bens não duráveis tiveram uma redução mais contida, de 0,7%. Regionalmente, a queda foi generalizada, sendo o Sudeste a região com o pior desempenho, registrando retração de 5,6%.

Apesar do cenário adverso no comércio físico, que recuou 0,1% em termos nominais, o e-commerce demonstrou maior resiliência, com um crescimento nominal de 5,1%. Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, pontuou que a retração ganhou intensidade e que o consumo permanece sob forte pressão, embora as compras essenciais tenham demonstrado maior resistência frente à crise.

Fonte: CNN Brasil

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