Política

Contradição eleitoral: Flávio Bolsonaro já chamou programas sociais de 'politicagem'

Levantamento mostra que o candidato Flávio Bolsonaro, hoje defensor de programas sociais, atacou o Farmácia Popular e o Bolsa Família durante anos na Alerj.

Em plena campanha presidencial, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) tem buscado se distanciar de seu histórico de críticas a programas de assistência social. Recentemente, o parlamentar afirmou que pretende aprimorar o Farmácia Popular e negou qualquer intenção de extinguir o Bolsa Família. No entanto, um levantamento realizado pela jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, revela que essa postura é recente e contrasta drasticamente com anos de atuação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Entre 2003 e 2020, o histórico de discursos de Flávio na Alerj mostra uma oposição sistemática a políticas de transferência de renda e assistência. Em 13 de outubro de 2004, o então deputado estadual criticou o uso de recursos públicos em farmácias e restaurantes populares, classificando a iniciativa como "politicagem". Na época, ele defendia que o foco do Estado deveria ser o controle de natalidade, chegando a propor políticas massivas de laqueadura e vasectomia como solução para problemas sociais.

O Bolsa Família também foi alvo recorrente de ataques. Em 2006, Flávio afirmou que o programa estimulava pais a terem mais filhos por incentivo do governo. Já em 2011, ele foi o único parlamentar a votar contra o programa estadual Renda Melhor, apelidando a iniciativa de "bolsa-farelo". Em diversas ocasiões, o hoje candidato argumentou que tais programas perpetuavam a pobreza e serviam apenas para garantir votos, uma visão que ele agora tenta substituir por um discurso de manutenção e melhoria desses direitos adquiridos.

Fonte: ICL Notícias

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