Política · Economia · Segurança

Sabatina na Globo: Flávio Bolsonaro ignora fatos e acumula distorções em série

Candidato repetiu falas falsas sobre segurança, economia e programas sociais durante entrevista, sendo desmentido por registros oficiais e dados da Polícia Federal.

Foto: O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante sabatina na TV Globo. Foto: Reprodução · Original e licença

Durante a sabatina realizada pela TV Globo nesta sexta-feira (16), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou trabalhar com a verdade, mas acabou apresentando uma sequência de declarações que não condizem com os registros oficiais. A performance do candidato foi confrontada por checagens do portal Aos Fatos e do DCM, que apontaram inconsistências em temas como segurança pública, economia e programas sociais.

Um dos pontos de maior distorção envolveu a Polícia Federal. Flávio alegou que acusações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e um documentário de Lula estariam confirmadas pela corporação. No entanto, nota oficial da PF, datada de 9 de outubro, desmente o candidato, esclarecendo que o banqueiro não prestou depoimento nem entregou documentos com o teor mencionado.

O senador também insistiu na narrativa de que o ex-ministro Flávio Dino teria visitado o Complexo da Maré sem escolta. Registros da Agência Câmara e do Ministério da Justiça confirmam que a agenda, realizada em março de 2023, contou com um forte esquema de segurança, envolvendo as polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros.

No campo social e econômico, as falas do candidato também foram contestadas:

Sobre o Bolsa Família, Flávio afirmou que o governo não concedeu reajustes, ignorando a Lei 14.601, que instituiu adicionais de R$ 150 por criança e R$ 50 para gestantes e nutrizes em 2023.

Ao tratar de estatais, o senador confundiu conceitos contábeis ao equiparar déficit primário a lucro ou prejuízo, ignorando que empresas podem apresentar resultados positivos em balanços mesmo com déficit primário.

Sobre a exploração de petróleo no Amapá, o candidato prometeu receitas imediatas de R$ 100 bilhões, valor sem respaldo público, enquanto a Petrobras já confirmava novas descobertas no poço Morpho em outubro, dentro do cronograma de pesquisa exploratória.

Por fim, Flávio Bolsonaro distorceu o Estatuto do Desarmamento ao sugerir que a lei autoriza a compra de armas de guerra por criminosos, quando o texto legal criminaliza expressamente a posse e o porte de armamento restrito sem autorização. O candidato também errou ao citar as regras constitucionais de inelegibilidade, que atualmente abrangem parentes até o segundo grau, e não o terceiro, como sugerido.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaDefesa de filme sobre Bolsonaro adia perícia e projeta Oscar em meio a suspeitas