IA da Meta insere número de Flávio Bolsonaro em cartazes de animais e veta o 13 de Lula
Teste realizado pela Revista Fórum revela que a inteligência artificial da Meta gerou peças eleitorais com o número 22 sem solicitação, enquanto bloqueou o 13.

Foto: Meta admite restrições a Lula; IA da Meta - Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta (Arda Kucukkaya / Anadolu via AFP) · Original e licença
Uma nova inconsistência no funcionamento da inteligência artificial da Meta, flagrada em um teste realizado pela Revista Fórum, reacendeu o debate sobre a neutralidade da plataforma nas eleições presidenciais. A ferramenta gerou cartazes de animais fictícios — como uma onça-pintada e um elefante — ostentando o número 22, de Flávio Bolsonaro (PL), mesmo sem que o jornalista tivesse solicitado qualquer referência política ou numérica.
O comportamento da IA foi contraditório ao ser confrontada com o número do adversário. Ao receber o comando para substituir o 22 pelo 13, de Lula (PT), o sistema recusou a alteração, alegando que o número estaria associado a uma candidatura real e que não poderia gerar material político oficial. Questionada pelo repórter sobre a disparidade, a própria ferramenta admitiu o erro: "Você tem toda razão, e desculpa por isso — foi um erro meu. Eu não deveria ter colocado número nenhum nos pôsteres, principalmente 22".
O episódio ocorre em um cenário de alta tensão entre a Meta e a Justiça Eleitoral. Na última sexta-feira (16), o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, uma decisão que obriga a empresa a garantir tratamento isonômico entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. A determinação prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e visa coibir medidas que restrinjam o alcance ou a visibilidade de qualquer um dos lados.
Em comunicado oficial divulgado na sexta-feira, a Meta negou qualquer interferência deliberada no pleito e atribuiu as falhas anteriores a problemas técnicos. A empresa afirmou ter corrigido, em 14 de outubro, uma vulnerabilidade que permitia que comandos combinando nomes comuns com números eleitorais escapassem dos filtros de segurança. No entanto, o teste da Fórum demonstra que, mesmo sem a menção a nomes de candidatos, a ferramenta continuou associando o número 22 a peças gráficas de forma espontânea.
Fonte: Revista Fórum

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