Política · Justiça

Sindicato denuncia assédio eleitoral e ameaças de cortes salariais em afiliada da Globo no Paraná

Jornalistas da RPC TV relatam coação política e uso da nova lei da escala 6x1 para intimidar funcionários; Ministério Público do Trabalho foi acionado.

Foto: - Flávio Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional (Manoella Mello / Divulgação TV Globo) · Original e licença

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) protocolou uma denúncia urgente no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM). A ação, motivada por relatos de profissionais da RPC TV, afiliada da Rede Globo, aponta a prática de assédio eleitoral e ameaças de redução salarial dentro das redações.

Segundo informações divulgadas pelo site Plural, o documento entregue ao MPT sustenta que a direção da emissora, sob o comando de Mariano Lemanski, estaria utilizando a recente promulgação do fim da escala 6x1 como argumento para coagir os trabalhadores. De acordo com os relatos, gestores teriam afirmado que a nova legislação poderia resultar em perdas de até 30% nos salários de redatores e de 60% para repórteres e cinegrafistas, condicionando a estabilidade financeira ao resultado das eleições.

A denúncia aponta que a família Lemanski, proprietária do conglomerado que também controla a Gazeta do Povo e a Tribuna do Paraná, estaria alinhada à candidatura de Flávio Bolsonaro. O sindicato afirma que a empresa teria instaurado um "clima de medo e coação" e solicita a intervenção do Ministério Público Eleitoral para garantir a reparação coletiva.

Em comunicado interno, a RPC TV classificou as denúncias como "inverídicos e absurdos textos", sem, no entanto, negar especificamente os fatos relatados. A emissora limitou-se a informar que está em fase de análise das novas regras trabalhistas para assegurar o cumprimento da legislação. O GRPCOM não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem até o momento.

Fonte: Revista Fórum

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