Fim da escala 6x1: entenda o impacto da mudança para 14,8 milhões de trabalhadores
Estudo detalha a abrangência da escala 6x1 no mercado formal brasileiro e os prazos para a transição da nova jornada de trabalho.

Foto: Trabalhadores fazem manifestação pelo fim da escala 6×1. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress · Original e licença
A promulgação da emenda que extingue a escala 6x1, ocorrida nesta sexta-feira (16), coloca em evidência a dimensão do regime de trabalho no país. Segundo análise do economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, publicada pela Folha de S.Paulo, 14,8 milhões de brasileiros com carteira assinada atuavam sob essa jornada em dezembro de 2025, o que correspondia a 29,9% dos 49,5 milhões de vínculos formais da época.
A nova regra garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução de salário. O cronograma de transição terá início 60 dias após a promulgação, com a redução do limite semanal de 44 para 42 horas. Após um ano, o teto da jornada será fixado em 40 horas semanais.
O impacto da medida será heterogêneo entre os setores. Em dezembro de 2025, a escala 6x1 era predominante no transporte aéreo, atingindo 53,2% dos trabalhadores, e no setor de alojamento, com 52%. Já no segmento de eletricidade e gás, a incidência era de 11,8%.
Imaizumi ressalta que as projeções devem considerar a diferença entre o que está previsto em contrato e a realidade das horas trabalhadas. Dados do IBGE do primeiro trimestre de 2026 indicam que 39% dos empregados formais já cumpriam jornadas efetivas de 31 a 40 horas semanais, embora a maioria dos contratos ainda estivesse atrelada ao limite de 44 horas.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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