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PF aponta contradição em delação sobre milhões destinados a filme de Bolsonaro

Investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse' ganha novo capítulo após PF identificar divergência entre depoimento de empresário e documentos apreendidos.

Foto: Antônio Carlos Freixo Júnior e Daniel Vorcaro – Foto: Reprodução · Original e licença

A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por mais 90 dias das investigações sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi motivado por uma aparente contradição entre o depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, e documentos encontrados pela corporação.

O empresário, por meio de sua empresa Entre Investimentos, repassou US$ 12,3 milhões — aproximadamente R$ 62,8 milhões na cotação de setembro de 2025 — ao fundo Havengate, responsável pela produção do filme nos Estados Unidos. Em depoimento prestado em 1º de outubro, Mineiro afirmou que desconhecia a finalidade cinematográfica dos recursos, acreditando tratar-se de um investimento imobiliário no Texas e na Flórida.

Contudo, a PF localizou uma carta-acordo da gestora do fundo, assinada por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, que cita explicitamente a urgência para a produção do longa. Para os investigadores, o documento confronta a versão do delator. A corporação agora busca realizar perícia contábil e analisar dados de quebras de sigilo para esclarecer o destino do montante.

O empresário alega ter tentado reaver o dinheiro após o caso ganhar repercussão, mas a PF aponta que os e-mails apresentados por ele não comprovam as solicitações de resgate detalhadas. Enquanto Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, segue preso em Brasília, os filhos do ex-presidente, Flávio e Eduardo Bolsonaro, negam qualquer irregularidade no financiamento da obra.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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