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PF aponta contradições em delação sobre financiamento de filme de Bolsonaro

Investigação sobre repasses milionários ao fundo ligado a Eduardo Bolsonaro ganha novo fôlego após Polícia Federal identificar inconsistências em depoimento de empresário.

Foto: - Eduardo Bolsonaro e Daniel Vorcaro ( Alex WROBLEWSKI AFP / Divulgação Banco Master) · Original e licença

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que apura o financiamento do filme 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido ocorre após investigadores identificarem contradições entre o depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o 'Mineiro', e documentos apreendidos durante a apuração.

Em delação premiada, Mineiro afirmou que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria omitido que US$ 12,3 milhões transferidos por ele ao fundo Havengate seriam destinados à produção do longa-metragem. O empresário alegou que acreditava estar investindo em empreendimentos imobiliários nos Estados Unidos. No entanto, a PF encontrou uma carta-acordo que menciona expressamente a produção do filme, contrariando a versão do delator.

O fundo Havengate, que recebeu os aportes, é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. A investigação busca esclarecer se os recursos, que totalizaram cerca de R$ 62 milhões, também teriam sido utilizados para custear o período em que Eduardo Bolsonaro viveu no Texas, após ter seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025.

Além das divergências sobre a finalidade dos valores, a PF aponta fragilidades na comprovação da origem do dinheiro. Relatórios indicam que um aporte de R$ 12 milhões não seguiu o fluxo declarado pelo empresário. O inquérito, que tramita sob relatoria do ministro André Mendonça, também apura a participação do senador Flávio Bolsonaro nas negociações com o Banco Master, conforme revelado anteriormente pelo The Intercept Brasil.

Fonte: Revista Fórum

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