Política · Justiça

Meta sob suspeita: denúncias de censura a perfis pró-Lula crescem no Brasil

A Meta admitiu falhas técnicas que afetaram a campanha de Lula, enquanto crescem as denúncias de censura contra perfis de apoio ao presidente e veículos de imprensa.

Foto: - Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta (Arda Kucukkaya / Anadolu via AFP) · Original e licença

A atuação da Meta, gigante de tecnologia comandada por Mark Zuckerberg, está sob intenso escrutínio no Brasil. Além de ter derrubado um vídeo do diretor de redação da Revista Fórum, Renato Rovai, sob uma alegação de direitos autorais que não se sustenta, a empresa enfrenta denúncias de uma onda de restrições contra perfis que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O vídeo de Rovai, que analisava declarações de Gilberto Kassab sobre o cenário eleitoral de 2026, foi removido das plataformas da Meta no último sábado (10). Após recurso da Fórum, o conteúdo foi restaurado no Facebook nesta terça-feira (13). Para o jornalista, o episódio levanta preocupações sobre uma possível interferência da plataforma no processo eleitoral brasileiro.

O caso da Fórum não é isolado. Segundo levantamento da organização CTRL+Z, focada na responsabilização de big techs, foram catalogados 1.088 relatos de censura, banimento ou redução de alcance contra perfis de apoio ao presidente Lula. A entidade aponta que a Meta teria, inclusive, atendido a pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para suprimir conteúdos antes mesmo de decisões judiciais.

Em resposta a uma notificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Meta reconheceu a existência de falhas técnicas que impactaram anúncios e publicações da campanha petista. No entanto, a empresa negou categoricamente qualquer viés ideológico ou favorecimento a candidaturas, classificando as acusações de interferência como falsas e afirmando que seus sistemas são neutros.

A campanha de Lula, contudo, mantém o questionamento. A equipe jurídica do PT aponta que a explicação de "problema técnico" é insuficiente, uma vez que a Meta não apresentou evidências concretas de que tais falhas tenham atingido outros candidatos ou mercados de forma equivalente, mantendo a suspeita de que o alcance de apoiadores do governo esteja sendo prejudicado de maneira seletiva.

Fonte: Revista Fórum

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