Política · Justiça

Tensão no TSE: Cueva desafia Nunes Marques e pede plenário sobre canal de Janones

O corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou que o plenário da Corte defina as competências institucionais após decisões conflitantes sobre o canal 'Exército do Lula'.

Foto: Kássio Nunes Marques Crédito: Divulgação · Original e licença

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrenta um novo e intenso embate interno envolvendo o funcionamento do canal de WhatsApp 'Exército do Lula', gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Nesta terça-feira (13), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou formalmente ao presidente da Corte, Nunes Marques, que leve o caso ao plenário com urgência.

A movimentação de Cueva ocorre após Nunes Marques suspender uma autorização anterior do corregedor e impor novas condições para a reabertura do canal. Embora tenha permitido o retorno das atividades, o presidente do TSE estabeleceu um prazo de 48 horas para a retomada, medida que contraria a decisão de Cueva, que havia autorizado o funcionamento imediato no último domingo (11).

Para o corregedor, a controvérsia transcende a gestão de um canal de comunicação e toca na "delimitação das competências institucionais da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral". Segundo o ministro, o caso "reclama orientação uniforme desta Corte", sendo necessária uma definição colegiada sobre os limites de atuação de cada instância durante o processo eleitoral.

A defesa de André Janones recorreu ao corregedor solicitando a liberação imediata do canal. Os advogados argumentam que a comunidade é gerida por apoiadores e não integra formalmente a estrutura da campanha petista, o que, na visão da defesa, dispensaria o registro obrigatório do endereço do canal na Justiça Eleitoral, exigência feita por Nunes Marques.

Fonte: Brasil 247

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