Política

Crise na Amazônia: Falta de sintonia entre governos agrava incêndios

A falta de integração entre o governo federal e o estadual do Amazonas tem dificultado o combate aos incêndios que afetam 36 municípios e cobrem Manaus de fumaça.

Foto: Fumaça toma o Centro Histórico de Manaus — Foto: Divulgação / Fiocruz Manaus · Original e licença

A escalada dos incêndios na Amazônia tem revelado um preocupante desencontro administrativo entre o governo federal e o governo do Amazonas. Enquanto 36 municípios enfrentam situação de emergência e a fumaça encobre Manaus desde o início de setembro, as esferas de poder trocam acusações sobre a responsabilidade pela demora no envio de auxílio.

O impasse ganhou contornos públicos após o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, afirmar que o governo federal não atendeu prontamente aos pedidos de aeronaves e equipamentos. Em contrapartida, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal, vinculado ao Ibama, sustenta que o estado chegou a dispensar o apoio federal em 30 de setembro, alegando que as chuvas teriam amenizado a situação.

Apesar da mobilização de dois jatos KC-390 da FAB na última segunda-feira, especialistas apontam que a crise era previsível. Desde o primeiro semestre, dados meteorológicos indicavam uma seca severa agravada pelo fenômeno El Niño. A falta de planejamento integrado e a lentidão burocrática, segundo editorial do jornal O Globo, tornam o enfrentamento aos eventos climáticos extremos ainda mais complexo e devastador para a região.

Fonte: O Globo

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