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"A equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro quer criar um imposto sobre movimentações financeiras para acabar com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários. O tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias, e a estimativa é que seria possível arrecadar ao menos R$ 275 bilhões por ano. O modelo é semelhante ao da extinta CPMF", informa o jornalista Marcelo Côrrea, no jornal O Globo.
Durante a campanha, Bolsonaro negou a criação de impostos. Antes do golpe de 2016, a presidente Dilma Rousseff propôs a recriação da CPMF para conter o déficit fiscal, mas foi sabotada pela aliança formada entre Eduardo Cunha e Aécio Neves.
Segundo Marcos Cintra, assessor de Paulo Guedes, a alíquota do novo tributo seria de 0,4% a 0,45%, em cada operação. "Ou seja, numa transferência bancária, as duas partes seriam descontadas. Por exemplo, ao transferir dinheiro para outra pessoa, há um desconto de 0,4% a 0,45%. Quando o dinheiro entra na conta do favorecido, há um novo desconto na mesma alíquota. Na prática, a alíquota total da transação, portanto, ficaria entre 0,8% e 0,9%", informa o jornalista. Por exemplo: numa movimentação de R$ 1 mi, cerca de R$ 900 seriam descontados. Em contrapartida, as empresas deixariam de recolher os 20% sobre a folha de pagamento.
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