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O número de vítimas fatais do violento terremoto de magnitude 7,4 que devastou a Colômbia subiu para 288, enquanto o total de feridos já ultrapassa 4.000 pessoas. O tremor, com epicentro em San José del Palmar, província de Chocó, causou destruição maciça, deixando o país sob grave crise humanitária e em uma corrida desesperada contra o tempo para resgatar sobreviventes.
No entanto, a tragédia humanitária foi brutalmente atravessada pela geopolítica e pelo alinhamento ideológico do recém-empossado governo de extrema-direita de Abelardo de la Espriella. Apenas uma semana após assumir a Presidência, o novo regime tomou a controversa decisão de vetar a atuação no terreno de equipes operacionais e especializadas de resgate da maioria dos países incluindo o Brasil, restringindo a ajuda técnica em solo unicamente a quatro nações parceiras: Estados Unidos, Israel, El Salvador e Equador.
A restrição gerou severos questionamentos diplomáticos e indignação internacional. Enquanto ao Brasil e a outros países restou apenas o envio de mantimentos e suprimentos, a decisão de politizar o socorro em um momento de extrema urgência evidencia uma guinada radical na política externa colombiana, rompendo com a tradição de integração latino-americana do ex-presidente Gustavo Petro e colocando diretrizes ideológicas acima da vida de centenas de vítimas soterradas.
Com informações da CNN Brasil.
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