EUA anunciam que farão ataques militares terrestres na América Latina

Portal Plantão Brasil
14/8/2026 10:10

EUA anunciam que farão ataques militares terrestres na América Latina

0 0 0 0

499 visitas - Fonte: PlantãoBrasil

A escalada do imperialismo promovida pelo governo de Donald Trump atingiu um nível alarmante para a soberania da América Latina. O secretário de Defesa estadunidense, Pete Hegseth, anunciou no Panamá que Washington planeja realizar intervenções e ataques militares "em terra" em países latino-americanos, sob o pretexto de combater o narcotráfico. A medida expande brutalmente uma ofensiva que, desde setembro do ano passado, já vinha promovendo bombardeios aéreos em águas internacionais contra embarcações suspeitas, deixando um rastro de ao menos 215 mortos no Caribe e no Oceano Pacífico oriental. O anúncio ocorreu durante exercícios multinacionais na Cidade do Panamá, poucos dias após a Colômbia aderir à chamada Coalizão das Américas contra os Cartéis, aliança liderada pela gestão extremista da Casa Branca.

Demonstrando total desrespeito ao direito internacional e às garantias fundamentais, Hegseth reeditou a postura truculenta típica de regimes autoritários ao equiparar os grupos de narcotráfico a organizações como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. A Casa Branca informou ao Congresso dos EUA que está em "conflito armado" contra os cartéis, classificando os alvos executados como "combatentes ilegais". Essa manobra visa autorizar assassinatos sumários e sem qualquer tipo de julgamento ou supervisão legal, ignorando o devido processo legal sob a justificativa tacanha de que suspeitos seriam soltos caso fossem submetidos à Justiça. O plano prevê replicar em solo o mesmo rastro de destruição promovido no mar, operando diretamente ou em parceria com governos alinhados, como o do Equador e o da Colômbia.

A Colômbia, sob o comando do novo ministro da Defesa Jorge Eduardo Mora, tornou-se peça central dessa perigosa investida bélica ao autorizar operações militares conjuntas com tropas estadunidenses em seu território. Os alvos declarados incluem o Exército de Libertação Nacional (ELN) e remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). No entanto, o próprio secretário de Donald Trump deixou transparecer o caráter abertamente violador da iniciativa ao avisar que o alcance das tropas de Washington não dependerá da adesão formal à sua aliança militar, ameaçando atacar "onde quer que" esses grupos estejam. Já o México optou por se manter fora desse pacto de submissão militar promovido pelos Estados Unidos.

Para tentar justificar a sanha intervencionista na região, Hegseth chegou ao absurdo de invocar publicamente o que chamou de "Doutrina Donroe", uma nefasta fusão do sobrenome de Donald Trump com a antiga Doutrina Monroe do século 19, usada historicamente por Washington para atropelar a autonomia dos povos sul-americanos e impor sua hegemonia nas Américas. O próprio histórico recente da administração Trump expõe a gravidade dessa ameaça, lembrando o episódio em que comandos liderados pelos EUA realizaram uma incursão militar para depor Nicolás Maduro na Venezuela. O cinismo das autoridades estadunidenses chegou ao ponto de atacar abertamente o Tribunal Penal Internacional (TPI) no Panamá, encorajando países latino-americanos a abandonarem a corte para blindar as ações militares de eventuais acusações por crimes de guerra.

Essa Doutrina Donroe evoca a mesma subserviência cega praticada por Jair Bolsonaro e seus seguidores no Brasil, conhecidos por saudar bandeiras estrangeiras e bater continência para autoridades dos Estados Unidos enquanto rifavam o patrimônio nacional. Seguindo a cartilha da extrema direita, os radicais estadunidenses tentam impor a força bruta sobre a autodeterminação dos povos. Felizmente, sob a liderança do presidente Lula, o Brasil se mantém firme na defesa inegociável da soberania, do multilateralismo e da autodeterminação das nações, recusando-se a servir de capacho para projetos imperialistas que visam transformar a América do Sul em um campo de batalhas privado de Washington.

O governo do presidente Lula já havia manifestado forte incômodo em junho, quando a gestão Trump incluiu arbitrariamente o PCC e o Comando Vermelho em sua lista de organizações terroristas, gesto visto por Brasília como uma afronta e uma clara tentativa de ingerência nos assuntos internos do país. A sinalização de que forças militares estadunidenses podem agir unilateralmente em solo latino-americano eleva a tensão diplomática no continente. A posição soberana e altiva de Lula contra esses abusos contrasta frontalmente com a subserviência histórica do bolsonarismo, que sempre se curvou aos interesses de Washington em detrimento dos direitos do povo brasileiro e da paz na América Latina.

Com informações da Fórum

Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net



APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!

Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.



O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.


Últimas notícias

Notícias do Flamengo Notícias do Corinthians