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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu publicamente as narrativas de invasão cibernética disseminadas por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro a respeito da troca indevida de legenda do senador Flávio Bolsonaro. A Corte confirmou que a inclusão do parlamentar no partido Missão não decorreu de invasão ao sistema de filiação partidária, mas do uso indevido de credenciais de acesso legítimas pertencentes à própria agremiação política.
Diante do episódio, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou representação formal à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a admoestação das medidas legais cabíveis. O magistrado determinou ainda a abertura imediata de inquérito junto à Polícia Judiciária para identificar qual operador utilizou a senha do Missão e mapear as circunstâncias que culminaram no registro fraudulento em nome do senador da extrema direita.
O caso veio a público no momento em que a assessoria do parlamentar organizava a documentação necessária para o registro oficial de candidatura. Representantes jurídicos do político apontaram o erro na base de dados partidária e sustentaram preliminarmente a versão de ataque hacker aos servidores da Justiça Eleitoral. O Partido Liberal (PL), legenda de origem do congressista, ingressou com pedido formal de desfiliação perante o Missão, solicitação que se encontra sob análise dos órgãos competentes do tribunal.
A advogada do senador, Maria Claudia Bucchianeri, insistiu na tese de fraude deliberada para constrangimento político. Em gravação veiculada em redes digitais, o próprio Flávio Bolsonaro adotou discurso vitimista habitual do grupo político, acusando opositores de conduta desleal para interditar projetos eleitorais da família e atribuindo o caso a manobras da estrutura institucional.
Por sua vez, a direção do partido Missão declarou-se vítima do processo de manipulação de dados e revelou ter alertado formalmente a equipe do senador dez dias antes do desfecho público. A sigla disponibilizou registros de comunicações eletrônicas direcionadas ao gabinete do congressista informando sobre movimentações atípicas e tentativas de inconsistência no cadastro de dados.
A nota oficial emitida pela presidência do TSE reiterou a higidez e a segurança dos sistemas de informação da Justiça Eleitoral, frisando que a alteração derivou exclusivamente do uso indevido de senhas de acesso autorizadas concedidas à legenda. O comunicado confirmou o encaminhamento da petição à Procuradoria-Geral Eleitoral, a requisição de investigação policial e o trâmite do pedido de regularização partidária apresentado pelo PL. Para obter informações atualizadas sobre a tramitação de registros partidários e normas eleitorais, consulte os canais oficiais do TSE
Leia a nota do TSE na íntegra:
"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise".
Com informações do DCM
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