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A presença da Igreja Universal do Reino de Deus em setores da administração pública de São Paulo registrou expansão durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A instituição atua com ações de capelania na Polícia Militar, realiza reuniões de servidores em suas dependências, mantém acordos de cooperação no sistema prisional e é contemplada por emendas parlamentares destinadas a eventos institucionais. Paralelamente, o Banco Digimais, instituição financeira vinculada ao bispo Edir Macedo, passou a operar empréstimos consignados para servidores estaduais e integrantes das forças de segurança.
Na Polícia Militar, a instituição promove orações, atendimentos e eventos voltados aos agentes em quartéis. Em apresentações direcionadas a batalhões, representantes da capelania da igreja chegaram a definir os templos da denominação como espaços de apoio às polícias nos intervalos das celebrações religiosas. A atuação inclui o fornecimento de estrutura logística para eventos da corporação e a organização de cerimonias oficiais com a presença de praças e oficiais fardados.
A atuação no âmbito da segurança pública não se restringe aos quartéis. Em junho de 2025, a Secretaria da Segurança Pública utilizou um templo da igreja em Santos para realizar uma reunião com diretores de escolas estaduais da região litorânea sobre diretrizes de segurança escolar. Já no sistema penitenciário, a Secretaria da Administração Penitenciária estabeleceu, em outubro de 2024, um acordo de cooperação técnica com duração de cinco anos para a oferta de cursos profissionalizantes a detentos dos regimes fechado e semiaberto, sem repasse direto de recursos financeiros.
No setor financeiro, o Banco Digimais obteve autorização em junho de 2025 para operar na modalidade de crédito consignado e cartão de crédito para o funcionalismo público paulista, alcançando a liderança em concessões de crédito para policiais militares em 2026. As operações novas da instituição financeira, contudo, foram suspensas pela gestão estadual após a deflagração da Operação Miragem pela Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes no sistema financeiro. Além das ações operacionais e financeiras, deputados estaduais do Republicanos destinaram mais de R$ 16 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Paulo Kobayashi para o financiamento de eventos ligados à igreja durante a atual legislatura.
O avanço das atividades religiosas nas corporações motivou a representação do Movimento Brasil Laico junto ao Ministério Público. Em resposta aos questionamentos, o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Educação declararam que não mantêm convênios formais de caráter religioso, ressaltando que a utilização pontual de auditórios e templos ocorre sem custos para os cofres públicos, motivada pela capacidade de acomodação dos espaços. A Secretaria de Gestão e Governo Digital destacou que a oferta de consignados opera via credenciamento público aberto a mais de cem instituições, sem escolha discricionária por parte do Estado.
Com informações do DCM
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