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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi acionada para apurar uma grave abordagem da Polícia Militar contra a equipe do candidato ao governo paulista Fernando Haddad. O caso ocorreu na noite da última terça-feira, logo após o petista retornar de uma aula magna ministrada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Ao desembarcar em sua residência, localizada na zona sul da capital, o veículo em que estava foi alvo de uma investida direta e injustificada por parte de agentes corporativos.
Segundo o relato do próprio candidato, a viatura da Polícia Militar direcionou holofotes contra o seu automóvel no momento exato de sua chegada em casa. Assim que o ex-ministro entrou no imóvel, a equipe policial passou a perseguir o motorista particular por cerca de 40 minutos ao longo do trajeto de retorno. O funcionário relatou que a ação teve caráter abertamente intimidador e ostensivo, gerando enorme apreensão diante da postura truculenta adotada no acompanhamento.
A gravidade do episódio aumenta com a constatação de que os policiais envolvidos portavam armamento pesado e apontavam fuzis durante todo o percurso. Em um momento de maior tensão, ao questionar o motivo daquela perseguição sem qualquer ordem de parada formal, o trabalhador ouviu comandos agressivos dos policiais para que se afastasse imediatamente do local. A conduta atípica levantou fortes suspeitas sobre o uso da estrutura policial como ferramenta de pressão política na capital paulista.
Diante do alarde causado pela atuação desmedida das forças de segurança, a Secretaria da Segurança Pública determinou a identificação urgente de todas as equipes policiais que patrulhavam a região no horário informado. O objetivo formal da medida é mapear os agentes que participaram da abordagem para verificar possíveis desvios de conduta e abuso de autoridade durante o patrulhamento ostensivo.
Em paralelo às determinações internas, o secretário da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, entrou em contato direto com Fernando Haddad para coletar detalhes adicionais sobre o itinerário e o comportamento dos policiais. A cúpula da segurança paulista busca reconstruir a dinâmica do fato para embasar os procedimentos administrativos e disciplinares necessários contra os responsáveis pela intimidação.
A denúncia do candidato expõe o ambiente de constante vigilância e os riscos impostos pela atuação desregrada de setores policiais durante o período eleitoral no estado. A Secretaria reafirmou que as apurações seguirão o curso legal para punir eventuais excessos cometidos na abordagem ao trabalhador.
Com informações do Brasil 247
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