813 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A escalada da violência e o aparelhamento promovidos pela extrema direita voltaram a ser expostos em mais uma ação da Polícia Federal. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os agentes federais encontraram um verdadeiro arsenal na residência do ex-deputado estadual e ex-delegado Raimundo Cutrim. O investigado mantinha sob sua posse 26 armas de fogo e mais de 700 munições, mesmo estando em regime de prisão domiciliar no Maranhão.

As investigações da Polícia Federal apontam que Raimundo Cutrim repassou R$ 100 mil ao blogueiro e influenciador Luís Pablo para que este operasse uma rede de monitoramento e perseguição ostensiva contra o ministro Flávio Dino e seus familiares. O esquema contava com o vazamento de informações privilegiadas sobre os deslocamentos do ministro do STF e de sua equipe de segurança, servindo de munição para os setores mais radicalizados do bolsonarismo promoverem ataques e intimidações sistemáticas.
A ofensiva contra Flávio Dino possui ramificações diretas com escândalos de obstrução de justiça e crimes de homicídio no Maranhão. A perseguição começou a se intensificar após o ministro ser sorteado relator, no STF, de um pedido de liberdade impetrado por Gilbson Cutrim, condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Flávio Dino negou a soltura do criminoso, desencadeando a reação do grupo ligado ao bolsonarismo local.
A Polícia Federal já havia interceptado áudios que comprovavam a atuação de Raimundo Cutrim, parente de Gilbson, na tentativa de ocultar provas e atuar na obstrução da justiça para favorecer o assassino. Pouco tempo após a atuação firme de Flávio Dino no processo para manter a prisão do condenado, o ministro e seus familiares passaram a ser alvos diretos do monitoramento ilegal coordenado pelo blogueiro financiado por Raimundo Cutrim.
Diante da gravidade da coação e do assédio direcionados ao integrante da Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes determinou buscas contra Luís Pablo. Ao periciar o material apreendido com o blogueiro em fases anteriores da operação, os peritos da Polícia Federal identificaram as transações financeiras e a participação direta do ex-delegado no financiamento da rede de chantagem e vigilância ilegal.
A apreensão do arsenal na casa do ex-delegado evidencia a periculosidade dos métodos adotados por militantes e operadores ligados a Jair Bolsonaro, seus filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e seus seguidores. O caso demonstra o empenho das instituições republicanas em desmantelar esquemas milicianos e garantir a segurança das autoridades e a ordem democrática no país.
Veja a publicação de Thiago dos Reis no X:
ATENÇÃO!! Esse é o arsenal de armas que a PF encontrou na casa do criminoso que PAGOU R$ 100 MIL para que um "jornalista" perseguisse Flávio Dino!!
— Thiago dos Reis ???? (@ThiagoResiste) August 12, 2026
Ele é PRIMO de um condenado por ASSASSINATO que está preso e cujo FLÁVIO DINO é o relator do caso e negou sua soltura! Ele também é… pic.twitter.com/ZvDfRomNx6