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A hipocrisia dos defensores dos falsos valores familiares ligados ao bolsonarismo foi mais uma vez escancarada. O advogado Matheus Mayer Milanez, filiado ao partido Republicanos e conhecido por atuar na defesa do general Augusto Heleno, um dos maiores ícones da extrema direita, está sendo acusado de cometer agressões reiteradas contra sua ex-esposa. O candidato a deputado federal pelo Distrito Federal virou alvo da Justiça por praticar atos de violência doméstica antes e durante a gestação da vítima.
Diante da gravidade dos relatos e do natural receio da mulher frente à influência política do agressor, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT) agiu rápido. Na última quarta-feira (12), a Corte concedeu uma medida protetiva de urgência para resguardar a integridade física e psicológica da ex-companheira desse representante do atraso civilizatório promovido pelos seguidores de Jair Bolsonaro.
Os detalhes do processo evidenciam a crueldade que muitas vezes se esconde por trás do verniz conservador. A vítima relatou que o primeiro ataque físico covarde ocorreu em dezembro de 2025, período em que ela estava na décima semana de gravidez. Longe de ser um fato isolado, o comportamento violento do advogado se repetiu no dia 13 de junho de 2026, revelando um padrão inaceitável de abusos dentro de casa.
O episódio mais recente de violência promovido pelo aliado do ex-ministro de Bolsonaro aconteceu no último dia 2 de agosto de 2026. Na ocasião, a vítima afirmou ter sido empurrada de forma brutal e forçada a deixar a própria residência. Para reforçar a denúncia, os autos processuais indicam que as agressões foram presenciadas por uma amiga da ex-esposa e que as lesões resultantes dos ataques foram devidamente registradas em fotografias apresentadas à Justiça.
Com base no quadro probatório inicial e ressaltando que a palavra da vítima possui imensa relevância nessa fase do processo, o juiz responsável pelo caso foi contundente para frear os abusos. O magistrado proibiu Matheus Mayer Milanez de se aproximar a menos de 300 metros da ex-mulher e vetou qualquer tipo de contato por telefone, WhatsApp, e-mail ou redes sociais, sob o risco de decretação imediata de prisão preventiva do candidato bolsonarista.
Apesar da firmeza na imposição de limites físicos e de comunicação ao advogado da extrema direita, o juiz precisou negar alguns pedidos da defesa da vítima neste primeiro momento da tramitação. Solicitações como o pagamento de alimentos provisórios, o bloqueio de bens divididos pelo ex-casal e a suspensão de procurações foram indeferidas, pois o magistrado avaliou ser necessária a apresentação de provas materiais adicionais para avançar sobre as questões financeiras e de patrimônio.
Com informações da Fórum
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