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A utilização do yuan chinês em operações comerciais, liquidações bancárias e pagamentos tributários no continente africano vem redesenhando a arquitetura financeira das relações entre a África e a China. Com o comércio bilateral alcançando a marca histórica de US$ 203,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, bancos centrais e grandes instituições comerciais de países como Líbia, África do Sul, Angola, Zâmbia e Quênia estão ampliando sua adesão ao CIPS (Cross-Border Interbank Payment System), o sistema chinês de pagamentos transfronteiriços.
A migração para o CIPS e o uso direto do yuan eliminam a intermediação em dólar ou euro, reduzindo custos cambiais e protegendo economias locais contra eventuais riscos de sanções ocidentais. Entre as iniciativas mais recentes, o Banco Central da Líbia negocia integração ao CIPS e cogita a emissão de Panda Bonds (títulos denominados em yuan) para financiar a reconstrução do país. Além disso, instituições financeiras de peso, como o sul-africano Standard Bank, já movimentaram bilhões em yuan diretamente, enquanto a Zâmbia passou a aceitar a moeda chinesa no recolhimento de impostos de mineradoras, consolidando uma alternativa consistente ao sistema SWIFT tradicional.
Com informações da Sputnik Brasil
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