597 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A resistência brasileira contra o período sombrio do bolsonarismo atravessou fronteiras e se tornou símbolo de esperança na maior cidade do mundo. Durante a posse histórica de Zohran Mamdani, o primeiro prefeito muçulmano de Nova York, o defensor público Jumaane Williams emocionou a multidão ao citar o lema "ninguém solta a mão de ninguém". Williams, uma voz firme contra o avanço da extrema-direita global, fez questão de dar os créditos aos brasileiros que adotaram a frase como um escudo coletivo após o fatídico ano de 2018, reforçando que a proteção mútua é a única saída contra regimes autoritários.
Em um ato de profundo compromisso cívico, Williams convidou os milhares de presentes, que enfrentavam temperaturas abaixo de zero em frente à prefeitura, a incorporarem o espírito de solidariedade social. Ele propôs um juramento coletivo fundamentado na interconexão entre os cidadãos, afirmando que a sociedade não pode permitir que ninguém se perca pelas "rachaduras" da exclusão. O gesto físico de dar as mãos, sugerido pelo defensor público, transformou a Broadway em um cenário de luta pela dignidade e pela justiça social, em oposição direta ao ódio pregado por figuras como Jair Bolsonaro.
A cerimônia, descrita como uma verdadeira celebração comunitária, marcou também a posse do próprio Williams e do controlador Mark Levine. Juntos, eles formam uma frente progressista disposta a priorizar os mais vulneráveis. Ao retomar o lema brasileiro, o discurso enfatizou que, independentemente das adversidades políticas que estão por vir, a esperança e o controle democrático não serão abandonados. A frase "ninguém solta a mão de ninguém" serviu como o eixo de uma mensagem poderosa: a marcha pela democracia é global e ininterrupta.
O novo prefeito Zohran Mamdani, aos 34 anos, selou seu compromisso com a mão sobre o Alcorão, após uma cerimônia privada na noite anterior. O tom do evento foi dado pela congressista Alexandria Ocasio-Cortez, que descreveu Mamdani como um líder que governará para todos, sem distinções. A presença de figuras icônicas como o senador Bernie Sanders reforçou o caráter transformador desse novo mandato, que busca devolver a prefeitura de Nova York aos braços do povo, longe das influências nefastas de elites autoritárias.
Além de lideranças políticas, o evento contou com o apoio de representantes de diversos movimentos sociais e religiosos. O clima de "festa de bairro" ao longo da Broadway simbolizou a retomada do espaço público pela cidadania consciente. A citação direta ao exemplo de resistência do Brasil demonstra que a derrota do bolsonarismo nas urnas foi apenas o começo, e que a união demonstrada pelos progressistas brasileiros serve hoje de inspiração para governos que buscam equidade e respeito aos direitos humanos ao redor do globo.
A cerimônia foi encerrada com apresentações musicais, consolidando a ideia de que a política deve ser um instrumento de alegria e inclusão, e não de perseguição. Enquanto o Brasil reconstrói suas instituições após anos de ataques criminosos, Nova York acolhe nossos lemas para garantir que a voz do povo permaneça soberana. A mensagem que ficou gravada nas ruas da metrópole americana é a mesma que sustenta a nossa democracia: enquanto marcharmos juntos e protegermos uns aos outros, a extrema-direita não terá espaço para triunfar.
Assista:
BRAZIL MENTIONED ????: Jumaane Willians, o novo public advocate da cidade de Nova York, relembrou em seu discurso um momento da política brasileira na posse de Zohran Mamdani como novo prefeito da cidade?? pic.twitter.com/onhcznM3PA
— Caio Augusto (@CaioAugstOR) January 2, 2026