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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que as ameaças de tarifas comerciais feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não serão suficientes para forçar uma mudança na posição da ilha sobre seu futuro político e territorial. Em meio à crescente crise diplomática desencadeada pelo interesse declarado de Washington em anexar o território ártico, Nielsen reafirmou o direito da Groenlândia a tomar decisões de forma independente, baseada no diálogo e no respeito ao direito internacional. “O mais recente conjunto de declarações dos EUA, incluindo ameaças de tarifas, não muda essa linha. Não nos deixaremos pressionar”, declarou o líder groenlandês, em publicação nas redes sociais reproduzida pela BBC.
A firme resposta ocorre após Trump anunciar a imposição de tarifas de 10% que poderiam subir para 25% a países como Dinamarca, Noruega, França e Alemanha, que se opõem ao plano de “aquisição” da Groenlândia, justificado por Trump como vital para a segurança nacional dos EUA e para um projeto antimísseis chamado “Domo Dourado”. Nielsen, que recentemente participou de um protesto em frente ao consulado americano na capital Nuuk, recebeu demonstrações de apoio internacional que, segundo ele, reforçam o caráter democrático da posição groenlandesa. A crise já provoca reações em toda a Europa, com líderes como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer classificando a proposta tarifária como “completamente errada”, e autoridades da União Europeia discutindo medidas de retaliação, enquanto os mercados financeiros reagem com nervosismo ao risco de uma nova guerra comercial transatlântica.
Com informações da BBC
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