279 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A máscara de "paladino da justiça" do senador Carlos Viana (Podemos-MG) caiu de forma estrondosa. O presidente da CPMI do INSS, que acaba de aprovar de forma vingativa a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esconde um cordão umbilical financeiro com o que há de mais podre no Brasil. O seu maior doador de campanha é o ruralista Celso Mânica, um homem condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho por manter 2 mil brasileiros em situação análoga à escravidão. Enquanto Viana tenta desgastar o governo Lula, ele se cala sobre o fato de ter sido financiado por quem humilhou trabalhadores e fraudou justamente o sistema previdenciário que ele agora diz investigar.
Os detalhes dos crimes do financiador de Viana são de embrulhar o estômago: os operários viviam amontoados em alojamentos imundos e passavam 18 horas por dia sem ingerir qualquer alimento sólido, recebendo apenas uma xícara de café pela manhã. Celso Mânica foi condenado a pagar indenizações milionárias por rebaixar seres humanos a meros fatores de produção. Além disso, a família Mânica carrega uma mancha de sangue na história; os irmãos do doador de Viana foram condenados por tramar o assassinato de quatro servidores do Ministério do Trabalho na infame Chacina de Unaí.

Esta promiscuidade entre o mandato de Viana e interesses escusos não é novidade. Em 2018, ele foi eleito com dinheiro de mineradoras e, mesmo assim, não teve o pudor de assumir a relatoria da CPI de Brumadinho, que investigava o crime ambiental que matou centenas de mineiros. Com um estilo policialesco herdado de seus tempos de rádio e TV, Viana utiliza o microfone do Senado para atacar a honra da família de Lula enquanto ignora a ficha corrida de seus próprios padrinhos financeiros. É a velha tática bolsonarista: gritar "corrupção" para esconder a própria lama.
Viana, que superou a ex-presidente Dilma Rousseff nas urnas através de uma campanha baseada no conservadorismo de fachada, é um verdadeiro camaleão político em busca de poder. Já passou por PHS, PSD, MDB e PL, sempre tentando se escorar no bolsonarismo para sobreviver eleitoralmente. Após ser escanteado pelo próprio Bolsonaro na disputa pelo governo de Minas, ele agora usa a CPMI do INSS como um balcão de negócios políticos para tentar se manter relevante na oposição, custe o que custar à verdade e às instituições.
A ironia é cruel: o homem que preside uma comissão para investigar supostas irregularidades no INSS deve sua cadeira no Senado a alguém que sonegou depósitos previdenciários e explorou a miséria humana. O ataque ao filho do presidente Lula é uma cortina de fumaça clara para proteger os aliados da extrema-direita e o sistema de "gatos" e aliciadores que sustentam parte do agronegócio escravagista mineiro. Viana não tem autoridade moral para apontar o dedo para ninguém enquanto não explicar por que aceita dinheiro sujo de sangue e suor trabalhador.
A atuação de Carlos Viana na CPMI é o retrato fiel do bolsonarismo: uma mistura de oportunismo, desrespeito aos direitos humanos e perseguição política. O governo federal e a bancada governista seguem vigilantes para que investigações sérias não sejam sequestradas por parlamentares que servem a interesses de exploradores. O povo mineiro e o Brasil precisam saber quem realmente paga as contas do senador que hoje tenta dar um golpe na democracia e na dignidade da família presidencial.
Com informações do DCM
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