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O ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou uma virada de chave fundamental no debate sobre a segurança pública ao declarar apoio irrestrito à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. A estratégia do campo progressista mira na criação de um verdadeiro "SUS da Segurança Pública", o Susp, transformando a cooperação entre estados e governo federal em uma política de Estado permanente para derrotar definitivamente o crime organizado através da inteligência e da integração nacional.
A grande diferença da abordagem defendida por Haddad e pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no alvo do combate. O líder petista alertou que as organizações criminosas não operam apenas nas ruas, mas sim nas altas esferas do poder econômico. Ao afirmar que o crime organizado está no "andar de cima", Haddad deixou claro que a prioridade absoluta será sufocar o sistema financeiro e os esquemas de lavagem de dinheiro que sustentam as grandes facções e milícias.
Para demonstrar a eficácia dessa estratégia, foram destacados os sucessos recentes de ações integradas, como a Operação Carbono Oculto e o desmonte financeiro de fundos fraudulentos. Esse modelo une forças da Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público e polícias locais para golpear o crime onde mais dói: no bolso. Essa linha de ação promete mudar radicalmente a postura da segurança pública em São Paulo, abandonando o modelo ineficiente de confronto isolado e apostando na asfixia financeira dos verdadeiros chefões do crime.
Nós vamos apoiar a PEC da Segurança Pública e criar um Sistema Único de Segurança Pública no país, fazendo da cooperação a regra, e não a exceção como é hoje. Toda vez que cooperamos de forma federativa, ganhamos do crime organizado.
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) June 6, 2026
A postura do governo do estado de São Paulo…