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A postura altiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente às agressões do extremista Javier Milei teve enorme repercussão na imprensa da Argentina e do mundo. Veículos de grande alcance, como o canal C5N e os principais jornais argentinos, deram amplo destaque à decisão do Itamaraty de convocar o embaixador da Argentina em Brasília e chamar para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires, classificando a reação do Brasil como uma resposta necessária diante de um grave atentado diplomático.
A cobertura argentina ressaltou a indignação do Ministério das Relações Exteriores, citando o trecho da nota oficial que enfatiza que não existem precedentes de um chefe de Estado estrangeiro que tenha usado o território brasileiro para proferir ofensas vulgares contra o presidente da República, o Poder Judiciário e a própria população do país. O episódio expôs a conduta de Milei, que cruzou todos os limites do respeito internacional para tentar salvar a imagem combalida dos herdeiros do bolsonarismo.
O canal C5N detalhou que os ataques ocorreram durante um evento da extrema direita promovido pelo Partido Liberal em São Paulo, onde o presidente argentino desferiu insultos diretos contra Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Na ocasião, o líder argentino preferiu ignorar os rituais republicanos para manifestar apoio cego a Jair Bolsonaro e ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, transformando sua visita em um comício ideológico em favor do clã que tentou aparelhar as instituições brasileiras.
A reação em defesa da soberania brasileira mobilizou os Poderes da República. Além da contundente manifestação diplomática do Itamaraty, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, rechaçou com veemência as ingerências e ataques desferidos pelo governante vizinho contra a Suprema Corte. Diversas lideranças políticas e integrantes do governo federal também vieram a público para repudiar a atitude do presidente argentino, exigindo respeito às autoridades legitimamente eleitas no Brasil.
De acordo com analistas e diplomatas ouvidos pela imprensa de Buenos Aires, a conduta de Milei é vista como uma das atitudes mais irresponsáveis da diplomacia argentina desde a redemocratização do país em 1983. A reportagem do C5N ponderou que o alinhamento cego do presidente argentino com Flávio Bolsonaro coloca em risco direto as relações econômicas com o Brasil, seu principal parceiro comercial na América do Sul, além de registrar que ele não cumpriu nenhuma agenda oficial ou institucional com o governo brasileiro.
A tentativa de Milei e da família Bolsonaro de usarem o território nacional para provocação política extrapolou as fronteiras sul-americanas e virou notícia na imprensa internacional. Veículos globais noticiaram a decisão firme do governo Lula de convocar os embaixadores como um dos maiores protestos diplomáticos vistos na região nas últimas décadas, demonstrando que o Brasil não aceitará agressões de líderes extremistas que tentam interferir na democracia nacional.
Com informações do Brasil 247
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