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A tentativa desesperada da extrema direita de manter a relevância do clã familiar resultou em um novo escândalo de ilegalidade eleitoral durante a convenção do Partido Liberal. A campanha do senador Flávio Bolsonaro utilizou uma ferramenta de inteligência artificial para criar uma simulação digital em vídeo de Jair Bolsonaro — que está proibido pelo Supremo Tribunal Federal de usar redes sociais por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A fraude digital exibida no evento simulou a voz e a imagem do ex-presidente preso pedindo votos para o filho, configurando uma manobra para burlar a ordem expressa da Suprema Corte e manipular o eleitorado.
A conduta ilícita gerou reação imediata e o deputado federal Reimont acionou a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Eleitoral para barrar a propaganda irregular. A representação aponta que a exibição da simulação digital violou frontalmente a Resolução 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, que proíbe explicitamente o uso de conteúdos sintéticos criados por inteligência artificial para beneficiar ou prejudicar candidaturas. A norma foi atualizada pela Justiça Eleitoral exatamente para conter a desinformação, a manipulação de imagens e o abuso dos meios digitais frequentemente praticados pelos herdeiros do bolsonarismo.
A gravidade do episódio foi endossada por juristas e especialistas em direito eleitoral, que apontam risco direto de cassação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Especialistas destacam que a produção do deep fake configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação de massa, condutas gravíssimas que comprometem a lisura do processo democrático. Além do pedido de investigação para identificar os financiadores e produtores da fraude, as ações protocoladas exigem a remoção imediata e a proibição de circulação do vídeo manipulado em todas as redes sociais e plataformas digitais.
Apesar da clareza das normas que vetam o uso de inteligência artificial para simulação de candidatos ou apoiadores, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, deu declarações públicas interpretadas como uma tentativa de blindagem antecipada ao filho de Jair Bolsonaro. Em manifestação fora dos autos do processo, o magistrado indicado pelo antigo regime tentou suavizar o episódio ao declarar que o uso da tecnologia seria lícito por não conotar ofensa direta. A fala gerou forte perplexidade no meio jurídico, por ignorar que o regulamento proíbe a fabricação sintética de discursos eleitorais independente de autorização.
A manobra do PL para ressuscitar a figura de Jair Bolsonaro por meio de tecnologia digital evidencia a fraqueza política da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, incapaz de mobilizar apoios reais ou apresentar propostas concretas para o país. A insistência do grupo extremista em recorrer a truques tecnológicos e ao descumprimento de decisões judiciais reforça a postura golpista da família, que segue desafiando as instituições republicanas para tentar obter vantagens indevidas na corrida presidencial.
A cobrança por uma postura firme do Ministério Público Eleitoral visa restabelecer a igualdade de condições entre os concorrentes e impedir que o pleito seja contaminado por trapaças digitais. A tentativa de Flávio Bolsonaro e de seus aliados de transformar a eleição em uma arena de simulações virtuais ilícitas demonstra o temor da extrema direita diante da rejeição popular e da consolidação das forças democráticas na liderança das pesquisas.
Com informações da Fórum
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