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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reagiu com firmeza à tentativa dos Estados Unidos de interferirem na soberania nacional. O chanceler Mauro Vieira confirmou, em documento enviado à Câmara dos Deputados, que a decisão unilateral da gestão de Donald Trump de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas abre um precedente perigoso. O Itamaraty advertiu que a medida serve como justificativa para o governo estadunidense adotar ações extraterritoriais, expondo o Brasil ao risco absurdo de uma intervenção de força militar estrangeira em solo nacional.
A truculência diplomática de Washington reflete a mentalidade imperialista que agrada à extrema direita subserviente, mas que encontra total repúdio no atual governo democrático brasileiro. Sem qualquer comunicação formal a Brasília, os Estados Unidos impuseram uma legislação de contraterrorismo que possui um amplo grau de discricionariedade. Na prática, isso significa que as autoridades estadunidenses se acham no direito de punir instituições brasileiras nos âmbitos financeiro, penal e migratório, atropelando o direito internacional para impor sua própria vontade política.
Essa postura unilateral da gestão Trump ignora os esforços do governo federal no combate real ao crime organizado e ameaça diretamente os cidadãos do país. De acordo com o chanceler Mauro Vieira, as sanções econômicas e administrativas planejadas pelos estadunidenses podem atingir pessoas físicas e jurídicas que não possuem nenhuma ligação com os Estados Unidos. O risco é ainda mais grave para brasileiros que tenham algum envolvimento indireto ou meramente involuntário com as redes investigadas, tornando cidadãos comuns alvos de perseguição externa.
O posicionamento do Itamaraty deixa claro que o Brasil não aceitará passivamente esse tipo de subordinação que o bolsonarismo costumava aplaudir quando Jair Bolsonaro e seus filhos, como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, faziam continência para a bandeira estrangeira. Embora a legislação interna de Washington não exija uma manifestação jurídica do Brasil, a diplomacia do governo Lula tem externado de forma veemente sua oposição a essa medida arbitrária, defendendo o respeito à autodeterminação dos povos e a condução soberana da segurança pública.
O impacto econômico dessas sanções unilaterais é uma tentativa clara de desestabilizar o país e impor restrições que ferem o desenvolvimento nacional. Ao tentar policiar o mundo com justificativas convenientes, o governo de Donald Trump adota uma postura que isola a diplomacia e desrespeita os canais oficiais de cooperação internacional. A resposta do governo brasileiro assegura que o enfrentamento às facções criminosas deve ser feito com inteligência e respeito às leis brasileiras, e não sob ameaças de uso da força por parte de potências estrangeiras.
Com informações do DCM
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