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A militância progressista testemunhou a virada de chave definitiva na estratégia política para as eleições de 2026. No encerramento da Convenção Nacional do PT na capital paulista, que oficializou sua chapa à reeleição com Geraldo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que adotará uma postura profundamente combativa e enérgica na campanha. Enterrando de vez o tom puramente conciliador de pleitos anteriores, o líder petista mandou um recado direto aos adversários: "Eu não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta". Lula justificou a nova postura como uma missão histórica indispensável, afirmando que o campo progressista não tem o direito de permitir que o extremismo fascista volte a governar e destruir o país.
A arrancada oficial das atividades de rua já tem data e local com forte carga simbólica. O presidente convocou o povo para o dia 16 de agosto no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, berço das históricas greves do ABC nos anos 1970. Em tom de total confiança e entusiasmo, Lula prometeu um embate vigoroso na arena eleitoral: "Lá nós vamos mostrar café no bule. Lá vocês vão ver a cobra fumar e o começo da grande vitória". Na mesma linha de união e fortalecimento institucional, o mandatário conclamou os eleitores a focarem na ampliação da bancada governista no Congresso Nacional, elegendo deputados federais e senadores comprometidos com as reformas populares.
Ao traçar um balanço crítico de seu terceiro mandato, o chefe do Executivo destacou que, com a garantia do combate à fome e a estabilização das políticas sociais básicas, o foco do próximo governo será aprofundar as transformações estruturais. Ele citou o programa Agora Tem Especialistas como um exemplo da revolução administrativa em curso. Com a maturidade política de quem governa para a classe trabalhadora, Lula pediu desculpas por eventuais metas que ficaram abaixo das expectativas da militância, lembrando que governar exige escolhas duras diante das limitações reais. O evento terminou em clima de aclamação nacional, coroado pelo aceno do presidente de que o ex-ministro Fernando Haddad desponta como o nome natural para dar continuidade ao seu legado.
??AGORA: Lula fala em REVOLUÇÃO ao oficializar candidatura
— RT Brasil (@rtnoticias_br) August 2, 2026
?? "Neste quarto mandato, eu NÃO QUERO o Lulinha paz e amor. Eu quero o Lulinha porreta. Eu quero o Lulinha que vai fazer o que a gente não fez".
Presidente também sugeriu que Fernando Haddad pode ser seu sucessor. pic.twitter.com/JWwFsR6KCO