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A ganância política e o amadorismo estratégico do clã que tentou sequestrar a democracia brasileira resultaram em um isolamento humilhante e sem precedentes. O senador Flávio Bolsonaro, alçado a candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), sofreu uma derrota devastadora nos bastidores do poder ao ser solenemente esnobado pelas principais siglas do Centrão. O golpe de misericórdia veio do Progressistas (PP), que impôs um freio de arrumação nas pretensões golpistas do clã e confirmou oficialmente que manterá estrita neutralidade na disputa de outubro, implodindo os planos do bolsonarismo de simular uma aliança de centro-direita estável.
A derrocada foi motivada pela rejeição vexatória do nome da senadora Tereza Cristina (MS), considerada o grande trunfo do PL para conferir alguma respeitabilidade à chapa presidencial e atrair os barões do agronegócio. Embora a ex-ministra estivesse disposta a aceitar a vaga de vice, a Executiva Nacional do PP barrou a indicação após ouvir as bases estaduais, que se recusaram terminantemente a atrelar o destino do partido ao radicalismo tóxico e decadente dos herdeiros de Jair Bolsonaro. Nos bastidores, caciques do PP ridicularizaram a condução das negociações pela equipe de Flávio, criticando a tentativa de criar um "fato consumado" ao vazar o nome da senadora na imprensa para pressionar a legenda — uma manobra mambembe que aumentou a aversão e a desconfiança em relação ao PL.
O cenário de terra arrasada para o bolsonarismo estende-se por todo o espectro do Centrão. Gigantes do xadrez político como o União Brasil e o Republicanos também debandaram e caminham firmemente para a neutralidade absoluta no primeiro turno, deixando o herdeiro político entregue à própria sorte e a um deserto de alianças. Sem conseguir atrair uma figura de peso e no desespero de encontrar um plano B para a vaga de vice até o prazo limite de 5 de agosto, o entorno de Flávio passou a ventilar nomes da franja mais radical e caricata da extrema-direita parlamentar — como Bia Kicis, Julia Zanatta e Priscila Costa —, uma estratégia desesperada que restringe a chapa a um cercadinho ideológico irrelevante. Enquanto o presidente Lula costura coalizões sólidas com partidos populares, Flávio Bolsonaro prova do próprio veneno e amarga a solidão política que precede o fracasso nas urnas.
Com informações do O Globo
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