Flávio Bolsonaro sofre DERROTA após PP barrar aliança e vetar Tereza Cristina para vice

Portal Plantão Brasil
31/7/2026 14:05

Flávio Bolsonaro sofre DERROTA após PP barrar aliança e vetar Tereza Cristina para vice

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O Progressistas (PP) anunciou oficialmente a decisão de manter estrita neutralidade na corrida presidencial de 2026. A resolução da legenda sepultou qualquer possibilidade de coligação formal com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, vetando também a indicação da senadora Tereza Cristina para compor a vaga de vice na chapa reacionária. A deliberação frustra as articulações do grupo bolsonarista, que tentava desesperadamente utilizar o peso do partido para encorpar um projeto político cada vez mais desgastado.

A nota oficial divulgada pelo PP informou que a decisão tomou como base uma ampla consulta realizada junto aos seus diretórios estaduais. Por ampla maioria, os quadros regionais optaram pelo não alinhamento no pleito nacional e pela não convocação de uma Convenção Nacional para referendar apoio ao pré-candidato do PL. A direção partidária destacou ainda que a deliberação foi formalmente comunicada e prontamente acatada por Tereza Cristina, atual líder da bancada no Senado Federal e nome preferido pela ala conservadora para a vice-presidência.

A rejeição da aliança escancara o esvaziamento do projeto de Flávio Bolsonaro, que na véspera da decisão havia feito declarações apressadas à imprensa garantindo que o aceite da senadora dependia apenas de formalidades internas. O recuo forçado deixa o PL sem um nome definido para a vice a poucos dias do encerramento do prazo final para o registro das coligações partidárias, fixado para 5 de agosto. A tentativa frustrada de arrastar o PP demonstra a incapacidade do pré-candidato de articular apoios sólidos fora da sua bolha de apoiadores radicais.

O isolamento político da extrema direita aprofunda-se à medida que outras legendas tradicionais do chamado centrão recusam o abraço afogado do bolsonarismo. Nas últimas semanas, a cúpula do PL tentou sem sucesso atrair a federação União-PP e o Republicanos para o palanque nacional. Ambas as forças políticas emitiram sinais claros de que preferem manter distância de uma candidatura contaminada pelo extremismo e pela rejeição popular, garantindo liberdade para que seus diretórios estaduais negociem alianças pragmáticas nos estados sem o fardo da disputa presidencial.

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, já havia advertido a liderança do PL de que a tendência predominante na legenda era a neutralidade total no primeiro turno das eleições. A manobra pragmática permite que o partido negocie palanques locais inclusive com forças progressistas e aliadas do governo federal, evidenciando o pragmatismo da sigla em se desvincular do radicalismo ideológico promovido pela família Bolsonaro e por seus seguidores fiéis.

A postura atual contrasta fortemente com o cenário de 2022, quando a legenda integrou a coligação governista de apoio ao ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro. Quatro anos depois, o desinteresse do PP e a hesitação manifestada pelo Republicanos em renovar o apoio formal confirmam a derrocada da extrema direita, incapaz de oferecer uma alternativa viável e agregadora para o futuro do país frente ao crescimento da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com informações do DCM

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