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O desespero finalmente tomou conta do clã que passou os últimos anos tentando destruir a democracia brasileira. Em uma cena patética e reveladora, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi às lágrimas durante um evento na Flórida, nos Estados Unidos — reduto para onde fugiu no início do ano passado. Abalado e nitidamente apavorado com o avanço implacável da Justiça, o herdeiro do extremismo confessou o pânico constante de ser preso a qualquer momento ou de ir parar na lista de procurados da Interpol. O chororô público escancara a derrocada de uma família que, após aterrorizar o país e insuflar um golpe de Estado que culminou na atual prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, agora treme diante da perspectiva real de acertar as contas com a lei e ver o sol nascer quadrado.
A fragilidade emocional encenada por Eduardo rapidamente deu lugar à agressividade miliciana típica do bolsonarismo, desta vez direcionada contra seus próprios ex-aliados. Inconformado com o fracasso retumbante e as investigações em torno da pré-campanha presidencial de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, ele disparou xingamentos contra setores da própria direita que ousam questionar o monopólio político da família. O destempero atingiu o ápice quando o ex-parlamentar, demonstrando absoluto descontrole, ameaçou resolver as divergências na base da violência física, prometendo "pegar de porrada" o deputado federal Kim Kataguiri. A bravata grotesca apenas confirma que, sem apoio popular ou argumentos, o clã recorre à truculência para tentar silenciar qualquer crítica.
A vitimização barata nos Estados Unidos cai por terra diante das companhias e das atitudes do ex-deputado. O palco do lamentável espetáculo era dividido com figuras como Alexandre Ramagem, outro foragido da Justiça brasileira condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Como se não bastasse abrigar criminosos fugitivos, Eduardo demonstrou que o choro não passa de um teatro para inflamar sua base radical: logo após o evento, ele endossou ataques criminosos nas redes sociais, compartilhando ofensas rasteiras do blogueiro foragido Allan dos Santos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ao misturar lágrimas de crocodilo com ameaças e xingamentos contra a Suprema Corte, Eduardo Bolsonaro assina seu próprio atestado de culpa e prova que a impunidade da extrema-direita está com os dias contados.
Com informações do O Globo
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