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A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República começou de forma melancólica e reveladora. Sob o comando do marqueteiro Duda Lima — o terceiro profissional a assumir o setor em um desespero evidente por rumo —, o senador lançou o slogan "O Brasil vai vencer", mas o que realmente chocou o meio político foi a tentativa descarada de esconder a própria identidade. Nas novas peças publicitárias, o pré-candidato surge apenas como "Flávio", suprimindo o sobrenome "Bolsonaro" em uma manobra desesperada para enganar o eleitor e esquivar-se do imenso desgaste deixado por sua família.
A estratégia de "cancelar" a própria herança política explicita a bancarrota eleitoral do clã. Ciente de que a marca "Bolsonaro" virou sinônimo de rejeição, problemas com a Justiça e da histórica condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado, a campanha do PL tenta empurrar um candidato "sem passado" para tentar iludir o eleitorado moderado. No entanto, a tentativa de maquiagem apenas sublinha a incapacidade do pré-candidato de defender o legado do próprio pai, recorrendo a um marketing evasivo para tentar disfarçar a falta de densidade própria.
Para tentar compensar o constrangimento de não poder ostentar o próprio nome, a comunicação de Flávio aposta em ataques furiosos à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tática de apelar ao antipetismo rasteiro evidencia o fantasma que assombra o PL: sem o sobrenome forte que um dia mobilizou a extrema-direita e sem propostas concretas para o país, o senador tenta uma pirueta publicitária que apenas expõe o pânico de uma candidatura nascida na defensiva.
Com informações do jornal O Globo
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