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Em uma demonstração clara de insegurança e receio do confronto direto, a campanha do senador Flávio Bolsonaro decidiu que o candidato da extrema direita só participará dos debates de primeiro turno se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também estiver no estúdio. A decisão foi confirmada pelo coordenador político do grupo, senador Rogério Marinho, e evidencia o temor do clã radical de ver seu representante ser massacrado pelos demais concorrentes.
O pavor dos aliados do bolsonarismo é de que, sem a presença do líder do Partido dos Trabalhadores para atrair as atenções, os outros nomes da disputa concentrem seus ataques em Flávio Bolsonaro. O temor interno é que o desgaste sofrido nesses programas inviabilize alianças e apoios indispensáveis em um eventual segundo turno, revelando o cálculo puramente eleitoreiro da ala extremista.
Enquanto isso, a estratégia da campanha presidencial progressista prevê a participação de Lula em um único debate antes da primeira votação, agendado para o dia 1º de outubro na TV Globo. O presidente e seu principal opositor, contudo, devem se encontrar nas sabatinas promovidas pela emissora, onde o desempenho de cada um ficará exposto de forma individual perante o eleitorado.
Essa imposição de Flávio Bolsonaro deve tirá-lo do debate organizado pela Band, uma vez que o presidente Lula não estará presente. A emissora paulista decidiu convidar nomes como Romeu Zema e Renan Santos com base em critérios de relevância política, ultrapassando o mínimo exigido pela legislação eleitoral, que assegura vaga apenas a partidos com representação consolidada no Congresso Nacional.
A presença de diversos candidatos do mesmo espectro conservador no debate da Band geraria uma sabatina hostil para a esquerda, motivo pelo qual a equipe do presidente avalia como desnecessário expor a candidatura a um fuzilamento promovido por rivais locais. O ambiente polarizado reforça a cautela do governo diante das armadilhas preparadas pelas bancadas de oposição.
Apesar de o grupo de Flávio Bolsonaro tentar transmitir confiança afirmando que ele se prepara para as sabatinas e entrevistas do Jornal Nacional, os dados das pesquisas eleitorais Quaest mostram Lula na liderança no primeiro turno, com 38% das intenções de voto contra 31% do adversário, além de um cenário de empate técnico na segunda etapa da disputa.
Com informações do DCM
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