238 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A Petrobras alcançou um marco estratégico fundamental ao identificar indícios de petróleo no poço pioneiro Morpho, perfurado em águas ultraprofundas na costa do Amapá. O resultado na Bacia da Foz do Amazonas chega dez meses após o início da campanha e inaugura uma fase decisiva de avaliações técnicas na Margem Equatorial, região apontada como a grande fronteira do setor de energia do país.
Apesar do entusiasmo com o achado, o início da exploração comercial na área deve levar entre seis e sete anos. Todo o material recolhido no poço, situado a 175 quilômetros do município de Oiapoque, passará por exames detalhados no Centro de Pesquisas da Petrobras para atestar a qualidade e o volume do combustível acumulado no reservatório.
A confirmação de reservas em escala comercial na Margem Equatorial é considerada vital para manter a sustentabilidade da estatal. Especialistas do setor projetam que a exploração plena da bacia pode assegurar pelo menos quatro décadas de extração contínua, garantindo o suprimento no momento em que a produção do pré-sal começar a perder força.
Para dar sequência aos trabalhos, a empresa aguarda a concessão de novas licenças ambientais pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A intenção da companhia é perfurar mais três poços no local e investir cerca de dois bilhões e meio de dólares na região nos próximos anos, consolidando a operação após ter comprado a fatia da petroleira britânica BP.
Analisando o cenário, especialistas em energia ressaltam que a comprovação do verdadeiro potencial da província petrolífera exigirá uma ampla infraestrutura de exploração, citando como exemplo o caso bem-sucedido da Guiana. No mercado financeiro, analistas consideram que a descoberta eleva o otimismo com a empresa, mas ressaltam que novos dados de viabilidade econômica serão necessários para impactar o valor das ações.
Paralelamente, órgãos reguladores aprovaram a indicação de dezenas de novos blocos na Margem Equatorial para futuras rodadas de licitação. A inclusão efetiva dessas áreas no mercado depende agora das avaliações do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Com informações do DCM
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