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Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT-MG), da Polícia Federal e de auditores-fiscais do Trabalho libertou duas idosas, de 90 e 65 anos, mantidas em condições análogas às de escravo em uma residência em Belo Horizonte (MG). A vítima mais velha era explorada há 75 anos pela mesma família, trabalhando sem registro, férias ou salário desde a adolescência. Já a segunda senhora vivia no imóvel desde os cinco anos de idade, arcando com exaustivas tarefas domésticas.
As investigações revelaram um cenário degradante: as vítimas dormiam em acomodações mofadas e sem janelas, além de terem seus benefícios sociais confiscados e gerenciados pelo filho da proprietária. O MPT-MG rechaçou integralmente a versão da família patronal de que as mulheres seriam tratadas "como familiares", demonstrando a negação histórica de direitos básicos, educação, saúde e autonomia financeira às trabalhadoras.
Após o resgate, as idosas passaram por atendimento médico e foram encaminhadas para a rede pública de assistência social de Belo Horizonte. A Defensoria Pública do Estado obteve a inserção imediata das vítimas em uma Instituição de Longa Permanência para Idosas (ILPI), onde passarão a receber acompanhamento contínuo e proteção especial do município.
Com informações da Folha de São Paulo.
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