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A Polícia Federal (PF) colheu registros de e-mails, reservas de voos e fotografias que mostram a proximidade entre o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz, investigado sob a suspeita de operar a lavagem de recursos desviados do INSS. Entre o material apreendido durante buscas no escritório de Tomaz, em Brasília, constam registros de ao menos cinco viagens internacionais conjuntas feitas no primeiro semestre de 2025, incluindo passagens por África do Sul, Portugal, França e Estados Unidos.
A relação entre os dois gerou novos desgastes eleitorais para a campanha de Flávio após vir à tona que o candidato utilizou, em agosto de 2026, um apartamento na Vila Nova Conceição, em São Paulo, cedido pelo advogado. Antes de ser adquirido por Tomaz, o imóvel pertencia a Fabiano Zettel, cunhado e apontado pela PF como operador do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Adversários acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) argumentando que o uso do bem deveria ter sido declarado formalmente como doação eleitoral.
Investigadores apontam que Tomaz funcionava como um centro logístico e patrimonial para a rede de desvios da Previdência, que conta ainda com a citação ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), companheiro de viagem da dupla no safári sul-africano. Em nota, Flávio afirmou manter uma relação de amizade "legítima" e privada com Tomaz. O advogado declarou que suas viagens foram custeadas com recursos próprios e negou conexões comerciais com os operadores do Banco Master.
Com informaçõe do O Globo
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