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A história da Inconfidência Mineira é o pano de fundo do golpe contra a democracia brasileira, em curso na Câmara dos Deputados.
Isso porque, na sala em que se desenrolam os trabalhos da comissão de impeachment, há a tela do pintor Rafael Falco (1885-1967), chamada "Tiradentes ante o Carrasco", de 1951.
Nela, o herói nacional, cujo feriado se comemora no dia 21 de abril, se encaminha para a forca após ser traído por diversos delatores – o mais célebre de todos, Joaquim Silvério dos Reis.
Ontem, como relator do processo de impeachment, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), defendeu a cassação da presidente Dilma a partir da fragilíssima tese das "pedaladas fiscais", onde ele teria enxergado "indícios" de crime de responsabilidade.
É a partir desses inícios que a Câmara, sob o comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), personagem que se tornou símbolo da corrupção global, por ser beneficiário de diversas contas no exterior e também aparecer nos chamados "Panamá Papers", pretende cassar a primeira mulher presidente da República – cuja degola pode ocorrer às vésperas do 21 de abril.
Neste dia, o homenageado com a Grande Medalha da Inconfidência será o ex-presidente uruguaio José Mujica, que usará seu discurso em Ouro Preto (MG) para denunciar ao mundo o golpe em curso contra a democracia brasileira.
Um golpe condenado por artistas, intelectuais, professores, advogados, juristas, jornalistas, pelas Nações Unidas, pela Organização dos Estados Americanos e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, entre diversas outras organizações. Mas que pode vir a se consumar, convertendo cada um dos deputados pró-golpe em novos Joaquins Silvérios.
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