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Em entrevista coletiva sobre a 28º fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça (12), membros da força-tarefa da operação responderam às críticas de que a ação é partidária, dizendo que as investigações sobre esquemas de corrupção também atingem partidos da oposição.
Para o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, a corrupção não é partidária, e sim "decorrente do nosso sistema político". Já o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula disse que é natural que PT seja o partido mais atingido pelas investigações, já que ele está há mais de 10 anos no poder.
A nova fase da Lava Jato prendeu preventidamente o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), que teria cobrado propinas para evitar a convocação de empresários para depor na CPI da Petrobras, em 2014. Os investigadores disseram que esta fase s restringe ao ex-senador e que ainda não há informações sobre o envolvimento de outros políticos.
Do Valor
Corrupção não é partidária, está no sistema político, diz procurador
Membros da força-tarefa da Operação Lava Jato da Polícia Federal rebateram nesta terça-feira críticas de que a operação é partidária e disseram que as investigações sobre casos de corrupção também atingem partidos de oposição.
A 28ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira, denominada Vitória de Pirro, atingiu em cheio o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), que teria cobrado propina para evitar a convocação de empreiteiros para depor à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Parte dos valores cobrados foi repassada aos partidos da coligação do senador na época, como o DEM, PR, PMN e PRTB. Argello foi preso preventivamente.
"Nossa corrupção não é partidária, ela é decorrente do nosso sistema político", disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. "Estamos diante de uma corrupção para financiamento de campanhas políticas. É isso que acontece e é isso que a Lava Jato pretende revelar."
O procurador foi questionado sobre o fato de o nome do ex-presidente do PSDB Sergio Guerra, já falecido, também ter aparecido na LavaJato sob acusações semelhantes, sem que investigações sobre o caso fossem levadas adiante.
Lima justificou-se dizendo que as investigações não evoluíram até agora justamente pelo fato de Guerra já ter falecido, mas disse que o caso mostra que a oposição também está envolvida em esquemas de corrupção. "Vemos hoje nessa coligação [de Gim Argello] partidos de oposição? no caso de Sergio Guerra, também."
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